A ex-presidente Dilma Rousseff, hoje chefe do Novo Banco de Desenvolvimento, conhecido como o “banco do Brics”, decidiu liberar linhas de crédito para emissoras migrarem para a TV 3.0.
Estima-se que o upgrade tecnológico exigirá ao menos R$ 11 bilhões envolvendo cerca de 14 mil estações e retransmissoras de TV no país.
Os recursos serão usados na compra de novos equipamentos.
Dilma pediu a interlocutores que representantes do setor, principalmente da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão entrassem em contato para o início das negociações.
Esse movimento ocorre diante das dificuldades em torno do financiamento do novo padrão tecnológico da radiodifusão pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.
O estatuto do banco de fomento estatal proíbe crédito ao setor e mesmo com um pedido do presidente Lula, o assunto não avançou.
Algumas emissoras, como a Globo e a estatal EBC, já fazem testes de emissão dos sinais pela nova tecnologia, que permite combinar sinais da TV aberta com o da internet.
A TV 3.0, também conhecida como +DTV, viabiliza, por exemplo, que o telespectador compre itens anunciados ou exibidos em um programa. Habilita chats ao vivo, entre outras funcionalidades.
O Novo Banco de Desenvolvimento é uma instituição criada em 2015 por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.
Sediado em Xangai, na China, ele possui US$ 100 bilhões para financiar projetos de infraestrutura e de modernização tecnológica nesses países.

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