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Espécie de tarântula azul elétrica é descoberta na Tailândia


FACCREI - 2025

Um grupo de pesquisadores tailandeses encontrou a aranha durante uma expedição à província de Phang-Nga, no sul do país

Foto: Narin Chomphuphuang
A tarântula azul elétrica recém-descoberta no sul da Tailândia

Uma espécie “hipnotizante” de tarântula azul elétrica foi descoberta na Tailândia, de acordo com uma nova pesquisa. Um grupo de pesquisadores tailandeses encontrou a aranha durante uma expedição à província de Phang-Nga, no sul do país, para pesquisar a diversidade e distribuição dos animais na região.
A equipe que encontrou as espécies que vivem em uma floresta de mangue e o estudo detalhando da descoberta foi publicado na revista científica ZooKeys em 18 de setembro.
A equipe leiloou o direito de nomear as novas espécies para divulgar a descoberta e aumentar a conscientização e arrecadar fundos para o povo indígena Lahu, do norte da Tailândia, grupo do qual Sippawat faz parte. Chilobrachys natanicharum deriva dos nomes de dois executivos da empresa vencedora da campanha de nomeação.
“O azul é uma das cores mais raras que aparecem na natureza, o que torna a coloração azul nos animais particularmente fascinante”, disse um dos pesquisadores.
Isso significa que a coloração azul elétrica não vem da presença de pigmentação azul, mas sim “da estrutura única de seu cabelo, que incorpora nanoestruturas que manipulam a luz para criar essa impressionante aparência azul”, explicou.
De acordo com o trabalho de pesquisa, a coloração única da tarântula vem de dois tipos de pelos, “azul metálico e violeta”, que estão presentes em diferentes partes do corpo, incluindo as pernas, as quelíceras (apêndices em forma de pinça na frente da boca) e a carapaça (concha superior).
A coloração e outras características das aranhas variavam de acordo com o sexo e a idade. Fêmeas e machos jovens têm mais cabelos de cor violeta do que azuis metálicos em partes do corpo, acrescentou o estudo.

A tarântula recém-descoberta vive em ocos de árvores, dificultando sua captura, e os pesquisadores tiveram que subir em árvores para atraí-la. Normalmente, as tarântulas são terrestres ou arbóreas, mas o Chilobrachys natanicharum pode viver em ambos os ambientes, disseram os pesquisadores, demonstrando sua adaptabilidade.
No entanto, com o declínio das florestas de mangais — em grande parte causado pelo desmatamento — Chomphuphuang diz que a tarântula azul elétrica é também uma das tarântulas mais raras do mundo.

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Fonte: Redação Cornélio Notícias, com informações da CNN Brasil
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