Por volta das 23 horas de terça-feira (19), em Cornélio Procópio, o morador de um prédio localizado em área não informada na cidade, acionou a Polícia Militar de Cornélio Procópio para reclamar do barulho que vinha do apartamento vizinho.
Rapidamente uma equipe foi ao local e com a devida autorização adentrou no edifício e foi até o terceiro andar, de onde vinha o som alto. Logo o apartamento de onde vinha o barulho foi identificado.
Segundo a PM, o som estava tão alto, que mesmo acionando a campanha do apartamento, o morador não ouviu e após insistentes batidas na porta, ele se apresentou.
Para surpresa dos policiais, ele estava com um cigarro de maconha aceso em mãos. Logo o morador recebeu voz de prisão, mas ele desprezou, seguindo para cozinha, onde tentou se desfazer de mais uma porção da droga, que ele estava manuseando.
O rapaz foi logo contido e o som foi desligado. Questionado, ele alegou ser usuário e durante a conversa, os policiais visualizaram entre a maconha encontrada no apartamento, uma porção de Skank (uma variação da droga com efeito potencializado) e Haxixe.
No local os policiais ainda encontraram uma balança de precisão em pleno funcionamento sobre uma bancada que ele a utilizava para pesagem, uma faca de serra com o cabo laranja com resquícios da droga, além de diversas embalagens de plástico e de papel e diversos lacres.
O rapaz informou a equipe policial que realiza o tráfico de drogas há aproximadamente 5 anos e já foi preso, que logo que saiu da cadeia, retomou as atividades, escolhendo uma área “privilegiada” da cidade, segundo ele pelo fluxo de alunos da universidade federal, que fica próxima ao seu prédio
Disse ainda ter um lucro de aproximadamente R$15.000,00 por mês e que devida a exigência de seus usuários, trabalha com a maconha convencional e as potencializadas, além de usar um método diferenciado, o qual ele mesmo fabricava os cigarros com papel seda e piteiras de papel, já prontos.
Ele informou que embalava os cigarros de maconha em pacotes de papel marrom e colocava o lacre de segurança, que segundo ele, garantia a procedência e qualidade da maconha.
O rapaz afirmou vender em forma in natura, principalmente em relação a qualidade oferecida de “Skank”, no valor aproximado de R$70,00/grama, além de também comercializar Haxixe.
Quando questionado quanto ao valor faturado e como era feito o recebimento disse não receber em espécie e que os pagamentos são feitos quase que exclusivamente via PIX.
Perguntado se a conta que possui está em seu nome, informou que não e não disse quem seria o titular.
Diante das informações dadas e a quantidade significativa de entorpecente encontrada com o rapaz, ele recebeu voz de prisão por perturbação do trabalho ou sossego alheio e tráfico de drogas, informou a PM.