O setor de vendas e serviços teve um fôlego extra de quase um ano para se adaptar às exigências de negociação. A partir de 1º de março de 2026, a liberdade unilateral para convocar funcionários em feriados nacionais acaba oficialmente no Brasil.
A decisão do ministro Luiz Marinho buscou garantir um prazo técnico para que sindicatos e empresas pudessem consolidar suas negociações coletivas. O objetivo é evitar conflitos judiciais e garantir que o comércio funcione de forma organizada e legalizada.
Trabalhadores de carteira assinada estão atentos as regras das férias, segundo a CLT
A regra principal estabelece que a abertura de lojas em feriados depende de autorização prevista em convenção coletiva entre patrões e trabalhadores. Além do acordo entre os sindicatos, os estabelecimentos precisam respeitar rigorosamente a legislação municipal de cada cidade.
Essa medida corrige uma distorção de 2021 que permitia o trabalho em feriados sem a necessidade de diálogo prévio com as categorias. Com o retorno da exigência legal, o diálogo social volta a ser o pilar central das relações de trabalho no setor comercial.
Para evitar multas e interdições, os lojistas precisam conferir se o sindicato da categoria já assinou o termo de autorização para o ano de 2026. O descumprimento dessas normas pode gerar passivos trabalhistas pesados para as empresas.
Abaixo, listamos os pontos fundamentais que devem constar nos novos acordos coletivos:
A transição encerra um período de incertezas jurídicas que afetava tanto o pequeno lojista quanto as grandes redes de varejo.
Veja as principais mudanças estruturais na forma de gerir a equipe em datas festivas e compare como o cenário muda na prática com o fim da prorrogação do governo federal.

Como o prazo final é o dia 1º de março, os empresários que ainda não possuem acordo firmado devem procurar o sindicato patronal imediatamente. Antecipar essa burocracia garante que o funcionamento em datas importantes do primeiro semestre ocorra sem sustos.
O foco atual deve ser a valorização da negociação coletiva como instrumento de equilíbrio entre lucro e direitos sociais. Respeitar os novos prazos do MTE é o caminho mais seguro para manter as portas abertas e a equipe motivada durante todo o ano de 2026.

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