Um mapa-múndi de 1587, produzido no século XVI, sugere que a Arca de Noé estaria nos arredores do Monte Ararat, na Turquia, país transcontinental situado entre a Europa e a Ásia, onde muitos já acreditavam que estava.
A enigmática Formação Durupinar, uma estrutura geológica em formato semelhante ao de um barco, fica próxima à fronteira com a Armênia, no leste da Turquia.
Criado há 439 anos pelo cartógrafo italiano Urbano Monte, o planisfério mostra uma representação da Arca de Noé repousando sobre os Montes Ararat. O mapa ganhou destaque depois que pesquisadores apontaram que a localização retratada coincide com a região da Formação Durupinar.
Além disso, grupos que há décadas buscam vestígios da embarcação descrita no livro do Gênesis voltaram a discutir a teoria. Em uma publicação no X, o pesquisador Jimmy Corsetti afirmou que a representação da Arca de Noé no mapa “correspondia ao mesmo local”.
Segundo o relato bíblico de Gênesis 8:4, a embarcação repousou sobre os Montes Ararat após o Grande Dilúvio, que teria durado 150 dias. Por isso, estudiosos e entusiastas utilizam a passagem para sustentar a hipótese de que a Arca de Noé possa ter permanecido na região.
Preservado no Centro de Mapas David Rumsey, da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, o documento é formado por 60 folhas desenhadas à mão que, quando reunidas em um círculo de três metros de diâmetro, compõem um dos maiores mapas antigos conhecidos no mundo.
Além disso, o material apresenta ilustrações míticas, incluindo monstros marinhos, terras distantes e criaturas mitológicas, distribuídas em uma composição que posiciona o Polo Norte no centro.
Em uma das ilustrações, o mapa mostra a Arca de Noé repousando sobre os Montes Ararat, região tradicionalmente associada ao relato bíblico do dilúvio.
Além do antigo mapa, descobertas realizadas na Formação Durupinar também alimentam as teorias sobre a possível localização da Arca de Noé.
Pesquisadores do leste da Turquia encontraram fragmentos de cerâmica na região, o que reforçou o interesse de estudiosos pelo local.
A descoberta ocorreu durante a construção de uma estrada próxima ao sítio arqueológico localizado nas imediações da cidade de Doğubayazıt, na província de Ağrı, segundo informou o jornal The Jerusalem Post, principal jornal diário de Israel publicado em língua inglesa.
De acordo com o professor Faruk Kaya, da Universidade Agri Ibrahim Cecen, os fragmentos foram encontrados próximos ao contorno da formação e indicam atividade humana na região em um período que coincide, de forma geral, com as estimativas tradicionais para a época de Noé e do Grande Dilúvio, há cerca de 5 mil anos.
No entanto, apesar das pesquisas e da ampla repercussão, não existe consenso científico sobre a origem da Formação Durupinar. Ao longo das últimas décadas, diversos geólogos defenderam que a estrutura pode ter se formado naturalmente por processos relacionados à atividade tectônica e à erosão da região.

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