A Polícia Civil do Paraná procura Paulo Santos da Silva, conhecido como “Pastor Paulo”, apontado pelas investigações como um dos coordenadores do plano criminoso que terminou na execução do diretor ligado à rede Odonto Excellence, José Claiton Leal Machado;.
A morte do diretor é centro das atenções após a Polícia Civil concluir o inquérito sobre o caso e apontar o empresário Oséias Gomes, dono da empresa, como suspeito de ser o mandante intelectual e financiador do assassinato ocorrido em abril de 2022, em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná.
Além do empresário, a polícia procura Paulo Santos da Silva, conhecido como “Pastor Paulo”, apontado pelas investigações como um dos coordenadores do plano criminoso que terminou na execução da vítima. Contra ele há um mandado de prisão preventiva por homicídio, e atualmente ele é considerado foragido da Justiça.
Segundo a Polícia Civil do Paraná, o crime foi resultado de uma ação articulada e planejada com antecedência. O relatório final da investigação já foi encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário.
De acordo com o Setor de Homicídios da 13ª Subdivisão Policial de Ponta Grossa, as investigações reuniram análises de dados telemáticos, quebras de sigilo bancário e depoimentos de testemunhas para reconstruir a dinâmica do assassinato.
A polícia afirma que Oséias Gomes teria utilizado uma rede de intermediários para contratar executores e operacionalizar pagamentos ligados ao homicídio. Os investigadores identificaram transferências bancárias de contas atribuídas ao empresário para operadores logísticos do crime em datas próximas à execução.
Para a polícia, os valores teriam sido utilizados para custear toda a operação criminosa e remunerar os envolvidos diretamente na morte de José Claiton.
José Claiton (a esquerda em P&B), foi morto em uma emboscada em frente à própria residência, em Ponta Grossa, no dia 19 de abril de 2022. A polícia afirma que Oséias Gomes (a direita, em destaque), teria utilizado uma rede de intermediária de assassinos para contratar executores e operacionalizar os pagamentos ligados ao homicídio.
As investigações apontam ainda que o assassinato teria sido motivado por graves conflitos empresariais. O inquérito cita disputas internas envolvendo o controle da empresa e desavenças relacionadas à abertura de uma clínica concorrente.
José Claiton foi morto em uma emboscada em frente à própria residência, em Ponta Grossa, no dia 19 de abril de 2022. Segundo a Polícia Civil, a execução foi realizada por terceiros já identificados em fases anteriores da investigação.
O inquérito aponta que Diones Henrique Rodrigues Raimundo, indicado como executor direto do homicídio, já foi indiciado e condenado pelo crime.
Outros dois suspeitos, Wallax Alves da Silva e João Victor da Gama Cezário, foram pronunciados pela Justiça e aguardam julgamento de recursos em liberdade.
Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi o relato de familiares da vítima. Conforme consta no inquérito, José Claiton teria demonstrado medo antes de morrer e chegou a mencionar à família que temia sofrer um atentado.
Ainda segundo a investigação, a vítima teria apontado o empresário agora indiciado como principal interessado em sua morte.
A defesa de Oséias Gomes, representada pelo escritório Dalledone & Advogados Associados, nega qualquer participação do empresário no crime. Em nota, o advogado Claudio Dalledone Junior afirmou que o cliente é inocente e também teria sido alvo de criminosos envolvidos em tentativas de extorsão.
“Oseias é um empresário íntegro, honesto, sem qualquer antecedente criminal e nunca teve qualquer motivo para mandar matar a vítima. Isso é um absurdo”, declarou a defesa.
A Polícia Civil segue tentando localizar Pastor Paulo. Informações sobre o paradeiro do suspeito podem ser repassadas de forma anônima pelos telefones 197, 181 ou pelo número (42) 3219-2770.
Apesar do indiciamento, Oséias Gomes só poderá ser considerado culpado caso haja condenação definitiva pela Justiça.

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