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Gás de cozinha pode chegar a R$ 150 no Paraná


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Com alta de combustíveis e leilões, o preço do botijão pode sofrer aumento de até 34 reais.

Delta
Farmácia Drogamais
DISTRIBUIDORA JOSIMAR
Cia das Bebidas
Foto: Ilustrativa/CN
O tema gerou reação imediata do governo federal, que busca alternativas

O preço do gás de cozinha deve subir nos próximos dias no Paraná e pode variar entre R$ 120 e R$ 150, dependendo do município. A estimativa é do Sindicato dos Revendedores de Gás do Paraná, que aponta dois fatores principais para o aumento: os leilões feitos pela Petrobras e a alta recente dos combustíveis.

Segundo o presidente do sindicato, Robsonn Carneiro, a elevação do diesel e da gasolina impacta diretamente toda a cadeia de distribuição. “Quanto mais distante da base de Araucária (Região Metropolitana de Curitiba), maior o custo. Estamos pagando diesel na casa de R$ 8, o que encarece o transporte e a entrega ao consumidor”, afirma.

Ele explica que a região Norte não é um dos pontos mais afetados na distribuição, mas Cascavel e outros municípios nas extremidades do estado devem sentir um impacto maior, já que o custo logístico é maior. Além disso, a entrega final ao consumidor costuma ser feita com veículos movidos a gasolina, que também sofreu reajustes, o que ajuda a ampliar o impacto no preço final do botijão.

Um comunicado do SIMREGAS enviado às distribuidoras, pede que as distribuidoras repassem imediatamente aumentos de R$ 10 no botijão P13 (gás de cozinha); R$ 15 no P20; e R$ 34 no P45.

Outro fator apontado pelo setor para respaldar o aumento são os leilões de GLP feitos pela Petrobras, que teriam elevado o custo de compra para distribuidoras.

O tema gerou reação do governo federal. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, criticou o modelo adotado e afirmou que pretende anular o leilão.

Segundo ele, o processo resultou em preços até 100% maiores que os praticados anteriormente.

Com o objetivo de reduzir o impacto, o governo federal anunciou uma série de medidas de regulação, como a subvenção para importação de GLP, com subsídio de R$ 850 por tonelada; incentivos ao diesel, que afetam diretamente o transporte; redução de impostos federais sobre combustíveis como biodiesel e querosene de aviação; e reforço na fiscalização contra aumentos abusivos.

As ações, de acordo com o governo federal, devem valer inicialmente por dois meses e podem ser prorrogadas.

A reportagem tentou contato com a Associação Brasileira das Entidades de Classe das Revendas de Gás LP, mas não obteve retorno.

 

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Fonte: *Redação CN, com informações do Portal Bonde
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