Trotes para serviços de emergência continuam sendo um problema grave no Paraná. Mesmo com leve redução, a Polícia Militar registrou cerca de 4 mil ligações falsas durante a temporada de verão 2024/2025. A prática, muitas vezes vista como brincadeira, pode colocar vidas em risco e gerar consequências legais para os responsáveis.
Trotes colocam vidas em risco
De acordo com o tenente Stockchneider, da 10ª Companhia da Polícia Militar de Bandeirantes, cada chamada falsa mobiliza equipes que poderiam estar atendendo ocorrências reais.
“Quando alguém passa um trote, a equipe é deslocada até o local. Ao constatar que é falso, há perda de tempo e atraso no atendimento de quem realmente precisa”, explica.
Esse tipo de situação gera impactos diretos no tempo de resposta das forças de segurança, prejudicando vítimas em situações de urgência.
Consequências legais para quem pratica trotes
A legislação brasileira prevê punições para quem realiza chamadas falsas aos serviços de emergência. O artigo 266 do Código Penal pune de 1 a 6 meses ou multa a pessoa que interromper serviço público e o artigo 340 condena de 1 a 6 meses ou multa a falsa comunicação de crime.
Na lei de Contravenções Penais, no art. 41, diz que a prisão é simples ou multa por provocar alarme falso. No caso de menores de idade, estes podem responder por ato infracional conforme o ECA, com medidas socioeducativas e os pais serão responsabilizados.
Nem toda chamada incomum é um trote. Segundo a Polícia Militar, há casos em que vítimas de violência doméstica simulam pedidos de comida para pedir ajuda. Nessas situações, os atendentes são treinados para identificar sinais de risco e enviar viaturas para averiguação.
Uma das alternativas para diminuir as ligações falsas é o uso do aplicativo 190, que exige identificação do usuário.
Entre os benefícios do app estão: cadastro com CPF, aumentando a credibilidade; possibilidade de envio de vídeos e maior eficiência principalmente em áreas rurais.
Apesar disso, o COPOM já chegou a registrar que até 80% das chamadas eram trotes ou ligações improdutivas.
A Polícia Militar reforça a importância de orientar crianças, adolescentes e adultos sobre os riscos dessa prática.
Trotes não são brincadeira eles podem atrasar socorros reais, geram custos ao serviço público e colocam vidas em perigo.
Evitar trotes é uma responsabilidade coletiva. Uma ligação falsa pode parecer inofensiva, mas pode impedir que alguém receba ajuda no momento mais crítico.

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