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Relator pede prisão de filho do presidente Lula


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O deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), pediu a prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula (PT)

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Foto: Divulgação/PF
Lulinha teria saído do país durante operação da Polícia Federal

O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito do INSS, O deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), pediu a prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula (PT).

O pedido consta no relatório final da comissão, que viu "risco de fuga", segundo o documento, após o empresário sair do Brasil durante operação da Polícia Federal.

O relatório, que tem mais de 4.000 páginas e está sendo lido na CPMI, devendo ser votado em seguida.

O documento solicita que a advocacia do Senado represente à justiça pela decretação da prisão preventiva, sob argumento de "indícios concretos de evasão", que comprometeriam a aplicação da lei penal.

Segundo o relatório, Lulinha deixou o Brasil com destino à Espanha durante a Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, em abril do ano passado. O empresário se estabeleceu em Madri em meados do ano passado.

"Não há nenhum tipo de impedimento para que ele volte ao país onde hoje, atualmente, ele trabalha, educa e cria seus filhos", disse Marco Aurélio de Carvalho, advogado de Lulinha.

Lulinha retornou ao Brasil no final de 2025. O empresário esteve no Brasil entre dezembro e janeiro deste ano, após portanto a ocasião citada pelo relator da CPMI.

"Não há um único elemento nos autos que justifique ou fundamente a referida sugestão [de possível fuga]", afirmou o defensor.

O texto afirma que Lulinha integrou a organização criminosa investigada e foi beneficiário de vantagens indevidas no contexto das fraudes em descontos de aposentadorias e pensões.

O relatório aponta relação de Fábio Luís Lula da Silva com o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, descrito como líder da organização criminosa e afirma que o empresário "integrou a organização criminosa investigada".

De acordo com o relatório, há indícios de que Lulinha recebeu benefícios como passagens e hospedagens custeadas com recursos do esquema, além de valores identificados pela Polícia Federal.

O relatório cita "viagens custeadas por Roberta Luchsinger com recursos repassados por Antônio Carlos Camilo Antunes".

Integrantes do governo Lula encararam o pedido de prisão preventiva de Lulinha pela relatoria da CPMI do INSS como uso político com objetivo de atingir o pai dele em ano eleitoral.

Relator da CPMI diz que a comissão não está "trazendo narrativa para governo A ou governo B". Em entrevista, deputado afirmou que sua leitura é "baseada em dados".

Segundo ele, o trabalho é desenvolvido "de forma técnica".

"Exige-se responsabilidade e eu estou tendo essa responsabilidade", afirmou.

Procurado,  Guilherme Suguimori, advogado do Lulinha, disse que deve se posicionar após a leitura do relatório.

O relatório de Alfredo Gaspar pediu o indiciamento de 218 pessoas, entre elas, o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master e do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS.

 

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Fonte: *Redação CN, com informações do Portal Uol
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