Notícias

Paraná é o estado que mais mata mulheres com medidas protetivas


ZAAZ - INTERNET

O levantamento também coloca o Paraná em primeiro lugar no indicador de lesão corporal dolosa contra mulheres

Delta
Cia das Bebidas
Farmácia Drogamais
Foto: Ilustrativa/CN
Paraná lidera o descumprimento de Medidas Protetivas de Urgência

O Paraná lidera o descumprimento de Medidas Protetivas de Urgência no Brasil, segundo dados do 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026.

Em primeiro lugar, o estado registra uma taxa de 195,3 casos por 100 mil habitantes, índice mais de três vezes superior à média nacional, de 61,9.

O levantamento revela um cenário preocupante, no qual a ordem judicial, criada para proteger vítimas de violência doméstica, muitas vezes não tem eficiência.

Os números apontam a vulnerabilidade das mulheres paranaenses.

Além de liderar o ranking de descumprimento das medidas protetivas, o Estado também apresenta o maior percentual de vítimas de feminicídio que já possuíam medida protetiva ativa no momento do crime.

O descumprimento de uma Medida Protetiva de Urgência representa um forte indicativo de risco para a vítima.

Conforme a análise do estudo, esse comportamento funciona como um alerta antes de um possível assassinato.

O Paraná concentra a maior proporção de mulheres assassinadas por feminicídio que já estavam amparadas por uma medida protetiva vigente: 14,9% das vítimas haviam acionado a Justiça e possuíam uma MPU ativa quando foram mortas.

Segundo a pesquisa, o Paraná é “um estado onde medidas protetivas são descumpridas e onde, com frequência acima da média, esses descumprimentos terminam em morte”.

Ao longo de 2025, 13 mulheres foram assassinadas enquanto deveriam estar sob a proteção da Justiça.

Apesar da redução de 20,7% nos registros de feminicídio em comparação com o ano anterior, os indicadores de violência não letal seguiram na direção oposta.

O número de ocorrências de descumprimento de Medidas Protetivas de Urgência cresceu 22,8% no Paraná em apenas um ano.

Os registros passaram de 18.797 para 23.220 casos em 2025, evidenciando o avanço desse tipo de violência contra a mulher.

Além disso, o levantamento também coloca o Paraná em primeiro lugar no indicador de lesão corporal dolosa contra mulheres. O estado registrou uma taxa de 517,2 ocorrências por 100 mil mulheres, enquanto o Ceará apresentou 11,0.

A análise técnica do Anuário reforça que o feminicídio representa o estágio mais extremo de uma sequência de violências composta por ameaças, perseguições e agressões psicológicas.

Em todo o Brasil, para cada feminicídio registrado, ocorrem, em média, 84 descumprimentos de Medidas Protetivas de Urgência.

Entretanto, o Paraná lidera justamente o indicador que deveria interromper essa escalada de violência. O estado registrou uma taxa de 3,1 feminicídios por 100 mil mulheres, totalizando 188 mulheres assassinadas em 2025.

 

FACCREI 2026


Fonte: *Redação CN, com informações do Portal Banda B
CN INSTITUCIONAL