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Agricultor fura poço no quintal de casa e encontra petróleo


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Seu Sidrônio ficou feliz com a descoberta, apesar de o maior desejo era achar água para alimentar as cabras e manter as plantações em sua propriedade, no sertão do Ceará

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Foto: Divulgação/IFCE
O Instituto Federal do Ceará levou uma amostra do líquido para analisada

Ao tentar resolver a falta de água no sítio onde vive com a família, na zona rural de Tabuleiro do Norte (CE), o agricultor Sidrônio Moreira, de 63 anos, perfurou um poço e encontrou um líquido escuro com características semelhantes às de petróleo.

A descoberta foi divulgada pelo Instituto Federal do Ceará, apesar do fato ter ocorrido bem antes. Uma amostra foi recolhida pelo órgão para analisada por técnicos e instituições de pesquisa, após a família buscar orientação para entender a origem do material.

Seu Sidrônio contou que ficou feliz com a descoberta, apesar de o maior desejo dele ser achar água para alimentar as cabras e manter as plantações, que dão sustento para a família.

“Meu pai sempre falou que nessas terras tinha petróleo”, contou o agricultor ao IFCE.

Sidrônio investiu R$ 15 mil, entre economias e empréstimo, para perfurar o poço no Sítio Santo Estevão, onde a escassez de água afeta a criação de animais e o cultivo.

Ele conseguiu perfurar aproximadamente 30 a 40 metros de profundidade, em vez de água, surgiu um líquido escuro e viscoso, com odor semelhante ao de óleo. Tentativas em outros pontos não tiveram resultado.

Algum tempo depois, ao reavaliar a primeira perfuração com apoio dos filhos, surgiu a hipótese de que o material pudesse estar ligado a petróleo. Foi quando o IFCE foi acionado.

Testes físico-químicos indicaram mistura de hidrocarbonetos, o que mantém a possibilidade em estudo.

O caso foi comunicado à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, conforme exigem as normas, já que recursos minerais pertencem à União e precisam de avaliação técnica e econômica.

Especialistas destacam que ainda não é possível afirmar a existência de uma jazida.

A família acompanha o processo com cautela. O desejo inicial continua sendo encontrar água para o dia a dia no campo, especialmente para os animais.

Técnicos também alertam que novas perfurações sem orientação podem trazer riscos ambientais, como contaminação do lençol freático.

Enquanto as análises avançam, o poço permanece como um ponto de curiosidade na região.

 

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Fonte: *Redação CN, com informações do Portal G1/CE
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