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Justiça nega pedido de prisão contra William Bonner por incentivar vacinação de crianças


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O Tribunal de Justiça do Distrito Federal arquivou ação por considerar que os argumentos apresentados ‘reproduz teorias conspiratórias, sem qualquer lastro científico e jurídico’

Foto: Reprodução/Rede Globo
William Bonner apresenta o 'Jornal Nacional' há mais de 25 anos

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal arquivou uma ação contra o jornalista William Bonner movida pelo advogado Wilson Issao Koressawa, na qual era pedida a prisão no apresentador do “Jornal Nacional”, assim como “o afastamento do representado do cargo ou a proibição de ele incentivar a vacinação obrigatória de crianças e adolescentes [contra a Covid-19] e a exigência de passaporte sanitário”.

Wilson, que nas redes sociais se define como um ex-oficial de Justiça e um promotor aposentado, já concorreu ao cargo de Deputado Distrital pelo PDT, em 1998, e pelo PSD, em 2002. Já em 2006, tentou novamente concorrer ao mesmo cargo pelo PSOL, mas a candidatura foi indeferida.

Sem apresentar provas, ele acusou o apresentador de participar de uma suposta organização criminosa, de induzir as pessoas ao suicídio, de “causar epidemia, mediante a propagação de germes patogênicos” e “envenenar água potável”.

Na decisão da juíza Gláucia Falsarella Pereira Foley, a que a Jovem Pan teve acesso, é descrito que a acusação “reproduz teorias conspiratórias, sem qualquer lastro científico e jurídico, esvaziando seu texto em mera panfletagem política”.

A magistrada também declara que “o Poder Judiciário não pode afagar delírios negacionistas”.

“Vivemos tempos obscuros traçados por uma confluência de fatores. É preciso coragem, maturidade e consistência política e constitucional para a apuração das devidas responsabilidades pelas escolhas que foram feitas”, pontua Gláucia na decisão.

Também foi destacado que “exercício da liberdade de imprensa assegura ao jornalista o direito de expender críticas a qualquer pessoa, especialmente contra autoridades e agentes do Estado”.

CN INSTITUCIONAL


Fonte: Redação CN Notícias, com informações da Jovem Pan
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