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Com mais de um registro por hora, Paraná é o 2º estado com mais divórcios no País


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Desde janeiro de 2020 até maio deste ano um total de 13.369 divórcios extrajudiciais foram registrados no Paraná

Foto: Ilustrativa
O Estado só perde para São Paulo quando o assunto são casamentos desfeitos

A cada 56 minutos, em média, um casamento é desfeito no Paraná. Segundo dados do Colégio Notarial do Brasil, desde janeiro de 2020 até maio deste ano um total de 13.369 divórcios extrajudiciais foram registrados no Paraná, que registrou recorde no número de separações no ano passado e ainda desponta ainda como a segunda unidade da federação com mais registros no período analisado.

Apenas em 2020, primeiro ano da pandemia do novo coronavírus, foram 9.641 separações feitas em cartórios de notas do Paraná, sendo que desde a edição da Lei Federal 11.441, em 2007, é permitida a realização de separações em cartórios. Desde então, o número de separações vem crescendo gradativamente ano a ano, tendo alcançado nível recorde no ano passado (superando os 9.633 registros de 2019) e acumulando alta de 12,5% nos últimos anos (2020 x 2016).

Já em 2021, até maio deste ano já haviam sido contabilizadas 3.728 separações no estado. Dessa forma, chega-se ao total de 13.369 uniões dissolvidas extrajudicialmente desde janeiro do ano passado, com aproximadamente um registro a cada 56 minutos.

Entre todas as unidades da federação, apenas São Paulo (com 24.701 registros entre janeiro de 2020 e maio de 2021) apresenta um número maior de divórcios que o Paraná. O estado sulista, por sua vez, é seguido ainda por Minas Gerais (11.000), Rio Grande do Sul (7.607) e Rio de Janeiro (7.111).

Já no Brasil todo, foram anotadas 106.172 separações ao longo de quase um ano e meio, com 76.175 registros em 2020 e 29.997 ocorrências neste ano. Os dados do ano passado, inclusive, apontam para um recorde histórico no número de divórcios no país, enquanto os deste ano revelam uma nova tendência de alta para 2021 (em relação ao mesmo período do ano passado, por exemplo, houve alta de 26,9% neste ano).

Para realizar o processo em cartório, o casal não pode ter conflitos de interesses, nem filhos menores de idade ou incapazes. Além disso, desde maio do ano passado não é necessário nem mesmo comparecer ao cartório, sendo possível ao casal dar sequência ao processo por videoconferência. A norma, publicada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), prevê que haja consenso entre as partes e a presença de um advogado.

A alta na procura por divórcios no país a partir de meados de 2020 é reflexo direto da pandemia do novo coronavírus, que impôs muitas mudanças de rotina e no convívio interpessoal.

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Fonte: Redação CN Notícias, com informações do Portal Bem Paraná