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Movimento da Terra fará com que 2021 passe mais rápido; entenda


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Pela primeira vez, um segundo poderá ser deletado dos relógios internacionais

Foto: Ilustrativa
O ano de 2021 deve ser o mais rápido já registrado na história

Os responsáveis por monitorar a velocidade de rotação do planeta são os oficiais do Serviço Internacional de Sistemas de Referência e Rotação da Terra (IERS)

O ano de 2021 deve ser o mais rápido já registrado na história. Com a rotação da Terra sendo guiada por uma velocidade um pouco maior do que a usual, os dias serão, em média, 0,5 milissegundo mais curtos. As informações foram dadas pela Marcella Duarte, do UOL .

O último domingo (3) teve 23 horas, 59 minutos e 59,9998927 segundos. Apesar disso, os dias não têm duração igual. A segunda-feira (4), por exemplo, teve pouco mais de 24 horas.

Essas pequenas alterações na duração dos dias foram descobertas apenas na década de 1960, depois do desenvolvimento de relógios atômicos superprecisos.

A variação na velocidade de rotação do planeta acontece constantemente e depende de diferentes fatores, como o movimento do núcleo derretido da Terra, dos oceanos e da atmosfera. Além disso, interações gravitacionais com a Lua e o aquecimento global também influenciam o fenômeno.

Quando o processo começou a ser estudado, inicialmente, observou-se que a velocidade de rotação da Terra estava diminuindo. Desde a década de 1970, foram adicionados 27 segundos no tempo atômico internacional para que a contagem se mantivesse sincronizada com o planeta.

Recentemente, o oposto tem acontecido: a velocidade com a qual a Terra gira em torno do próprio eixo, resultando nos dias e nas noites, está aumentando.

Por isso, pode ser necessário “saltar” o tempo para que haja consonância com o movimento do planeta. Nesse caso, seria a primeira vez que um segundo seria deletado dos relógios internacionais.

Os responsáveis por monitorar a rotação do planeta e os 260 relógios atômicos que existem são os oficiais do Serviço Internacional de Sistemas de Referência e Rotação da Terra (IERS), em Paris, na França. Eles também avisam quando é necessário adicionar ou deletar algum segundo.

Há um debate na comunidade internacional sobre a necessidade de realizar esse ajuste ou não. Cientistas defendem que, em 2021, os relógios atômicos irão acumular um atraso de 18 milésimos de segundos.

Sem o ajuste, demoraria centenas de anos para uma pessoa comum notar alguma diferença. Os sistemas de navegação e de comunicação por satélite, porém, podem ser impactados pelo descompasso, uma vez que utilizam a posição da Terra, do Sol e das estrelas para funcionar.

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Fonte: *Redação Cornélio Notícias, com informações do Portal iG de Notícias
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