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Homem perde R$ 8 mil no golpe dos nudes, procura a polícia e grupo é preso


Brasil Net

A vítima é do Vale do Itajaí (SC) e caiu no golpe através das redes sociais

Foto: Divulgação/Polícia Civil
Os suspeitos do crime foram presos no Rio Grande do Sul

Um homem de Apiúna, no Vale do Itajaí, perdeu R$ 8 mil após cair no golpe do nudes. Os suspeitos de terem cometido o crime foram presos preventivamente na manhã de sexta-feira (23) no Rio Grande do Sul durante uma ação conjunta com a Polícia Civil de Santa Catarina.

Os dois homens e as duas mulheres, localizados nas cidades de Porto Alegre e Viamão, são indiciados pelos crimes de extorsão e associação criminosa. Seis mandados de busca e apreensão também foram cumpridos no decorrer da operação batizada de Fake Nudes.

Um carro Fiat Uno, adquirido com o dinheiro obtido com as extorsões praticadas, foi recolhido. O veículo poderá ser leiloado, caso haja uma determinação judicial, com o objetivo de ressarcir os prejuízos de eventuais vítimas.

A quadrilha foi encaminha ao Departamento Estadual de Investigações Criminais do Rio Grande do Sul, onde aguarda a abertura de vagas no sistema penitenciário. Os suspeitos ficam agora ao dispor do Poder Judiciário de Ascurra, responsável pela expedição das ordens judiciais.

Segundo o delegado Ronnie Esteves, o golpe era aplicado através das redes sociais. Inicialmente o perfil de uma garota adicionava no Facebook a eventual vítima e começava a conversar até chegar a um assunto de conotação sexual.

Depois de criar intimidade, a suposta garota pedia o WhatsApp da vítima, para enviar fotos nuas. O homem retribuía enviando imagens dele sem roupa. Era aí que começava a extorsão.

Isso porque um homem fazia contato com a vítima dizendo ser pai da garota e que ela era menor de idade. Falava ainda que encontrou fotos íntimas masculinas no celular da filha. Com base nisso, o suposto pai passava a chantagear e exigir dinheiro para não procurar a polícia.

Na terceira etapa do golpe, um homem se passando por delegado fazia contato com a vítima. Ele utilizava nomes e fotografias de policiais do Rio Grande do Sul para exigir valores em dinheiro para que o inquérito não fosse adiante. Em um dos casos investigados, o criminoso enviou um falso mandado de prisão para a vítima, com o objetivo de dar veracidade à situação criada e extorquir mais dinheiro.

Com medo de ser presa, uma das vítimas, moradora de Apíuna, depositou R$ 8 mil na conta dos criminosos. Durante as investigações, que duraram cerca de dois meses, foram identificadas diversas vítimas não só em Santa Catarina, mas em outras regiões do Brasil.

“O grupo criminoso agia sempre do mesmo modus operandi, utilizando dos mesmos personagens e de diversas contas bancárias para que o dinheiro não fosse bloqueado em tempo hábil durante as investigações”, aponta o delegado Ronnie Esteves.

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Fonte: *Redação Cornélio Notícias, com informações do Portal ND Mais
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