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Paraná é o segundo Estado com maior número de presos trabalhando


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Os detentos trabalham em fábricas de uniformes, de bloquetos de pavimentação de calçadas, de bolas, fraldas, indústria gráfica e de tijolos ecológicos

Foto: AEN
A cada três dias de trabalho, o preso tem direito a remir um dia em sua pena

No Paraná, 7.002 presos custodiados pelo Departamento Penitenciário Estadual (DEPEN) trabalham em projetos para a remição de pena, em todas as unidades penais do Estado, o que representa 30% da população carcerária do Paraná. Segundo colocado no ranking nacional, os detentos trabalham em 11 fábricas de uniformes, sete de pavers (bloquetos de pavimentação de calçadas), uma de bolas, uma de fraldas, uma indústria gráfica e uma de tijolos ecológicos.

Além disso, há ainda canteiro laboral de panificação e um de recuperação de livros. “Em todas as unidades, temos ainda barbearias, canteiros de faxina, manutenção e outros serviços que precisariam ser terceirizados, mas que incentivamos que os presos aprendam e se profissionalizem, para que ajude na reinserção deles ao mercado de trabalho após a estada no cárcere”, destacou o secretário Estadual da Segurança Pública, Romulo Marinho Soares.

Outro motivo para incentivar que os serviços gerais sejam feitos pelos próprios custodiados é que também gera economia para as finanças do Estado. Nas 11 fábricas de uniformes, por exemplo, são confeccionadas as roupas que eles usam. O mesmo vale para as lavanderias e cozinhas.

E a economia para o DEPEN vai além. Segundo o chefe do Setor de Produção e Desenvolvimento (SEPROD) do DEPEN, Boanerges Silvestre Boeno Filho, cada três dias de trabalho, que tem cargas horárias de 6 a 8 horas diárias, o preso tem direito a remir um dia em sua pena, com isso sua permanência será reduzida, minimizando os custos para o Estado.

Para trabalhar, além de querer, o preso precisa passar pela aprovação de uma Comissão Técnica de Classificação (CTC), a qual avalia os que serão encaminhados para as empresas. Os passos seguintes são treinar e começar a trabalhar, seja nos canteiros das unidades ou nas empresas conveniadas.

 


Fonte: *Redação Cornélio Notícias, com informações da AEN
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