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Mercado só gera emprego que paga até dois salários mínimos, mostra IPEA


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O número de contratações supera o de demissões no primeiro semestre em relação a empregos até dois salários

Foto: Ilustrativa
No acumulado a economia brasileira criou 521.500 novos empregos formais

O número de contratações supera o de demissões no primeiro semestre em relação a empregos até dois salários

Praticamente todas as novas vagas com carteira assinada geradas no país em 2019 têm uma remuneração máxima de até dois salários mínimos (R$ 1.996). Os dados são da Carta de Conjuntura divulgada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).

Segundo o documento, apenas as duas primeiras faixas salariais (de até um e de até dois salários) possuem saldos positivos, ou seja, o número de contratações supera o de demissões no primeiro semestre do ano. Para os demais níveis salariais, mais altos, a dispensa de trabalhadores é maior que o total de admissões.

O levantamento, feito com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) da Secretaria de Trabalho do governo federal, indica que, a partir do segundo semestre de 2018, a geração de novos postos de trabalho com carteira assinada voltou a apresentar maior dinamismo.

No acumulado em doze meses até julho deste ano, a economia brasileira havia criado 521.500 novos empregos formais. Junto a esse bom resultado, as estatísticas também mostram uma leve recuperação dos salários médios de contratação, embora estes, historicamente, mantenham-se abaixo dos salários de quem tem sido demitido.

Os dados do CAGED analisados pelo Ipea também mostram que a maior parte dos trabalhadores demitidos é aquela com menos tempo de permanência no emprego. Na média, nos últimos doze meses até julho, enquanto na indústria, no comércio e nos serviços quase a metade dos demitidos estava trabalhando há menos de um ano, na construção civil esse percentual avança para 62%.

Em contrapartida, a menor parcela dos trabalhadores dispensados é formada por profissionais com mais de cinco anos de permanência no emprego. Se na indústria de transformação essa parcela corresponde a 14%, na construção civil não chega a 5%.

 


Fonte: *Redação Cornélio Notícias, com informações do Portal Extra Online
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