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Desenhos bíblicos da Record são tachados com impróprios para crianças


ZAAZ - SET.2026

O Ministério da Justiça elevou de livre para não recomendada para menores de 12 anos a classificação indicativa do programa Record Kids

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Foto: Reprodução/TV Record
Segundo o órgão, a mudança foi motivada pela presença de atos criminosos, drogas lícitas, violência e estigma ou preconceito nas animações

O Ministério da Justiça e Segurança Pública elevou de livre para não recomendada para menores de 12 anos a classificação indicativa do programa Record Kids: Desenhos Bíblicos, exibido aos domingos, às 9h, pela Record.

A decisão foi publicada no Diário Oficial da União em 29 de outubro, por meio da Portaria nº 2.272/2026.

Segundo o órgão, a mudança foi motivada pela presença de atos criminosos, drogas lícitas, violência e estigma ou preconceito nas animações. Entretanto, a portaria não especifica quais episódios ou cenas justificaram os apontamentos.

A classificação atinge produções que retratam histórias do Antigo e do Novo Testamento, incluindo personagens como Moisés, Davi, José do Egito, Noé e Daniel, além de passagens da vida de Jesus Cristo.

Com a nova faixa etária, a recomendação é que o programa seja exibido a partir das 20h. No entanto, a classificação indicativa não representa uma proibição, nem obriga automaticamente a Record a retirar as animações do horário matutino.

A decisão também foi questionada judicialmente. O advogado Wilian Frata ingressou com uma ação popular na Justiça Federal pedindo a suspensão da portaria.

Ele considera a medida desproporcional e questiona a falta de indicação das cenas que motivaram a reclassificação, além de apontar possível censura a conteúdos cristãos.

As alegações de motivação política, porém, não foram comprovadas.

O caso abriu um debate sobre os critérios de classificação indicativa, a liberdade de programação das emissoras e a avaliação de conteúdos religiosos destinados ao público infantil.

Até a divulgação das informações, a Record não havia se manifestado sobre a decisão.

 

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Fonte: *Redação CN, com informações dos Portais O Globo/Metrópoles
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