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Polícia Civil orienta população sobre como e evitar o golpe do falso advogado


ZAAZ - SET.2026

O golpe do falso advogado é a modalidade em que criminosos se passam por profissionais da advocacia para solicitar transferências bancárias e pagamentos indevidos

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Foto: Ilustrativa/CN
Geralmente o golpe começa com as vítimas recebendo ligações ou mensagens por aplicativos de celular

Recebeu uma mensagem informando que você tem dinheiro de um processo judicial para receber, mas precisa pagar uma taxa antes?

Atenção, pode ser golpe!

A Polícia Civil do Paraná orienta a população sobre os cuidados necessários para identificar o golpe do falso advogado, modalidade em que criminosos se passam por profissionais da advocacia para solicitar transferências bancárias e pagamentos indevidos.

Nesse tipo de fraude, os golpistas entram em contato com as vítimas por aplicativos de mensagens, geralmente utilizando nomes, fotografias e informações verdadeiras de advogados ou escritórios de advocacia. Em alguns casos, também apresentam dados reais de processos judiciais para convencer a vítima de que existe um valor disponível para saque.

A abordagem costuma começar com uma notícia boa: a pessoa teria vencido uma ação judicial e estaria prestes a receber uma indenização. No entanto, para que o dinheiro seja liberado, seria necessário realizar um pagamento antecipado, geralmente por Pix, referente a supostas taxas, impostos ou despesas processuais.

A Polícia Civil alerta que pedidos de transferências para contas desconhecidas, principalmente quando acompanhados de promessas de liberação imediata de valores judiciais, devem ser vistos com desconfiança. A existência de informações verdadeiras sobre um processo não significa que a mensagem tenha sido enviada pelo advogado responsável.

Mas como saber se a mensagem é verdadeira?

Antes de realizar qualquer pagamento, a orientação é entrar em contato diretamente com o advogado ou escritório responsável pelo processo, utilizando um número de telefone já conhecido ou outro canal oficial. Não é recomendado confirmar as informações apenas pelo contato que enviou a mensagem suspeita.

Conforme o delegado Fernando Garbelini, a verificação deve ser feita antes de qualquer transferência.

“Nesses casos, a vítima pode entrar de imediato em contato com o seu advogado. Ligue ou vá até o escritório para verificar a procedência das informações que foram passadas por aplicativo de mensagens”, orienta.

Outro sinal de alerta é a pressa. Mensagens que exigem pagamentos imediatos, estabelecem prazos curtos ou afirmam que a vítima perderá o dinheiro caso não faça a transferência podem ser utilizadas para impedir que as informações sejam verificadas.

A Polícia Civil também recomenda conferir os dados do destinatário antes de qualquer transação bancária, desconfiar de mudanças repentinas no número de telefone do advogado e não compartilhar documentos, senhas ou códigos de verificação com contatos desconhecidos.

E se o criminoso souber detalhes do processo?

Mesmo nessa situação, é necessário verificar a identidade de quem entrou em contato. Informações sobre determinadas ações judiciais podem ser consultadas publicamente, o que permite que golpistas utilizem dados verdadeiros para dar credibilidade à fraude.

FUI VÍTIMA. O QUE FAZER? 

Caso tenha realizado alguma transferência, a primeira medida é entrar em contato com o banco e informar a suspeita de fraude. Nas transações realizadas por Pix, a vítima pode solicitar a análise do caso por meio do Mecanismo Especial de Devolução, procedimento destinado a situações de fraude.

A vítima também deve registrar um boletim de ocorrência na Polícia Civil, pela internet, no site da PCPR, ou presencialmente em uma delegacia.

Para auxiliar nas investigações, é importante guardar comprovantes de transferências, capturas de tela das conversas, números de telefone utilizados pelos suspeitos e documentos encaminhados durante a tentativa de golpe.

A PCPR reforça que se houver dúvida, não faça o pagamento.

 

FACCREI 2026


Fonte: *Redação CN, com informações do Portal da Agência PCPR
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