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Brasil perde Benito di Paula, ícone do samba, aos 84 anos


ZAAZ - SET.2026

O artista marcou gerações com sucessos como “Retalhos de Cetim”, "Mulher Brasileira" e “Charlie Brown”

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Foto: Divulgação
O cantor estava internado em São Paulo e enfrentava um câncer

O cantor, compositor e pianista Benito di Paula morreu neste domingo (18), aos 84 anos, em São Paulo. Um dos nomes mais populares da música brasileira nas décadas de 1970 e 1980, o artista enfrentava um câncer havia cerca de um ano e estava internado no Hospital 9 de Julho. O velório de Benito di Paula será realizado na terça-feira, 20 de outubro de 2026, das 9h às 15h, no Theatro Municipal de São Paulo. O sepultamento está marcado para as 17h, no Cemitério do Morumby, em uma cerimônia restrita apenas aos familiares.

Nascido Uday Veloso, em Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio de Janeiro, em 28 de novembro de 1941, Benito construiu uma carreira marcada pela mistura de samba, romantismo e interpretações acompanhadas ao piano. Seu estilo próprio, a voz marcante e a presença de palco ajudaram a transformá-lo em um dos representantes do chamado sambão-jóia, vertente popular do samba que ganhou força no país durante os anos 1970.

Entre seus maiores sucessos estão “Retalhos de Cetim”, “Charlie Brown” e “Mulher Brasileira”, músicas que atravessaram gerações e se tornaram parte da memória afetiva do público brasileiro.

Benito começou a carreira profissional ainda jovem, cantando em boates e casas noturnas. Na década de 1960, trabalhou como crooner no Rio de Janeiro e, posteriormente, passou por Santos antes de se estabelecer em São Paulo, onde consolidou sua trajetória artística.

O reconhecimento nacional veio nos anos 1970, quando o cantor passou a conquistar espaço nas rádios e a vender milhares de discos. Com um visual característico, marcado por cabelos compridos, barba, joias e roupas chamativas, além das apresentações ao piano, Benito desenvolveu uma identidade artística facilmente reconhecida pelo público.

Ao longo da carreira, lançou dezenas de discos e teve composições gravadas por outros artistas. Sua obra também alcançou públicos fora do Brasil, com apresentações internacionais e lançamentos em diferentes mercados.

 

Além da atuação como cantor e compositor, Benito participou de projetos para a televisão e teve músicas incluídas em trilhas sonoras de novelas. Suas canções continuaram presentes no repertório de artistas e grupos de samba mesmo após o auge comercial de sua carreira.

 

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Fonte: *Redação CN, com informações do jornal A Tribuna
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