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EUA suspendem atendimento presencial no Brasil às vésperas das eleições


ZAAZ - SET.2026

A decisão foi justificada por questões de segurança, sem previsão para retomada dos serviços

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Foto: Ilustrativa/CN
A medida ocorre em meio à atenção internacional sobre as eleições brasileiras

Os Estados Unidos (EUA) anunciaram a suspensão do atendimento presencial na embaixada e nos consulados no Brasil nesta sexta-feira (2), dois dias antes do primeiro turno das eleições. O governo norte-americano disse que a medida é por “questões de segurança”, sem especificar quando deve retomar os serviços.

O interesse dos Estados Unidos nas eleições brasileiras está nos noticiários há algum tempo. O The Guardian revelou que os EUA destinaram US$ 1 milhão (R$ 5,1 milhões) para uma campanha contra o Supremo Tribunal Federal (STF) no Brasil.

Na última quinta-feira (1º), o presidente dos EUA, Donald Trump, admitiu que acompanha “de perto” o resultado das eleições do Brasil. Ele disse ainda que o pleito brasileiro é “muito importante”.

Apesar da proximidade com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o presidente norte-americano não manifestou apoio público a nenhum candidato nas últimas semanas.

Na semana passada, parlamentares dos Estados Unidos já haviam demonstrado preocupação com uma possível interferência do governo de Donald Trump nas eleições brasileiras. Em carta enviada ao secretário de Estado, Marco Rubio, congressistas norte-americanos questionaram a atuação de Washington no processo eleitoral.

Nesta semana, senadores voltaram a cobrar explicações da administração Trump. Em uma nova carta a Rubio, eles pediram garantias de que os Estados Unidos vão respeitar o resultado das eleições brasileiras, independentemente de quem for eleito.

O documento afirma haver “preocupação com ações do governo que ameaçam nossa aliança estratégica com o Brasil”. Além disso, os parlamentares mencionam novamente a suposta tentativa de interferência norte-americana no país.

Entre os pontos citados pelos senadores como indícios estão a nomeação de Darren Beattie para atuar como assessor sênior do Departamento de Estado em questões relacionadas ao Brasil e a aplicação de novas tarifas sobre produtos brasileiros, após uma investigação que, segundo os parlamentares, teria sido iniciada por determinação de Trump.

 

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Fonte: *Redação CN, com informações do Portal Banda B
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