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Morre Gracindo Júnior, nome marcante da televisão, do teatro e cinema


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Gracindo Júnior, teve uma construiu uma trajetória que passou pelo rádio, teatro, televisão e cinema, além de trabalhos como diretor

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Foto: Divulgação
A causa da morte não foi informada

O ator Gracindo Júnior morreu na noite de terça-feira (1º), aos 83 anos. A informação foi divulgada pelo ator e amigo Leonardo Brício.

A causa da morte não foi informada.

Em uma publicação nas redes sociais, Leonardo Brício relatou que estava ao lado de Gracindo Júnior no momento da morte e prestou uma homenagem ao artista.

Epaminondas Xavier Gracindo, conhecido artisticamente como Gracindo Júnior, iniciou a carreira no rádio ainda adolescente e construiu uma trajetória que passou pelo rádio, teatro, televisão e cinema, além de trabalhos como diretor e supervisor de dramaturgia.

Filho do também ator Paulo Gracindo, ele realizou um teste para a Rádio Nacional em 1959, aos 15 anos. Na emissora, trabalhou como ator, redator e disc-jóquei.

Gracindo Júnior chegou a cursar Psicologia, mas não seguiu carreira na área. Optou por continuar no meio artístico e ampliar sua atuação para diferentes segmentos.

Carreira na televisão

Na televisão, Gracindo Júnior integrou o elenco inicial da TV Globo. A emissora estreou em abril de 1965, mas ele já havia sido contratado em dezembro de 1964, conforme contou em depoimento ao projeto Memória Globo, em 2001.

Entre seus primeiros trabalhos na emissora estão as novelas "Rosinha do Sobrado" (1965), "Padre Tião" (1966), "A Rainha Louca" (1967), "A Próxima Atração" (1970) e "Os Ossos do Barão" (1973).

Também participou de "O Bem-Amado" (1973), de Dias Gomes, e "Supermanoela" (1974).

Um dos momentos mais marcantes de sua carreira ocorreu em 1976, quando interpretou o pintor João Maciel na novela "O Casarão", de Lauro César Muniz. A produção alternava períodos históricos diferentes e contou com Paulo Gracindo e Gracindo Júnior interpretando versões do mesmo personagem em diferentes fases da vida.

No mesmo ano, Gracindo Júnior estreou como diretor de teatro com a peça "A Longa Noite de Cristal", de Oduvaldo Vianna Filho. Posteriormente, viajou para Portugal, onde dirigiu a peça "É", de Millôr Fernandes.

Diretor e supervisor de dramaturgia

Em 1978, Gracindo Júnior assumiu a supervisão do núcleo de novelas das 18h da Globo. Entre suas funções estava o acompanhamento de etapas como montagem, edição, sonorização e desempenho do elenco.

Nos anos seguintes, passou a dirigir novelas e programas, sem deixar de atuar. Entre seus trabalhos como diretor estão "Memórias de Amor" e "Marron-Glacé". Em 1983, assumiu a direção de "Os Trapalhões".

No início dos anos 1980, também participou da direção e apresentação dos primeiros videoclipes musicais exibidos pelo programa "Fantástico".

A relação profissional com o pai também marcou sua trajetória. Em 1980, Gracindo Júnior escreveu e encenou a peça "Paulo Gracindo, Meu Pai", em homenagem aos 50 anos de carreira do ator.

Ele ainda dirigiu as duas últimas peças em que Paulo Gracindo atuou: "Num Lago Dourado" (1991) e "A História é uma História" (1993).

Em 1984, Gracindo Júnior foi para a TV Manchete, onde interpretou Dom Pedro I em "A Marquesa de Santos".

Dois anos depois, voltou a trabalhar com Maitê Proença em "Dona Beija", interpretando Antônio Sampaio. Também participou de "Tudo ou Nada" (1987) e, posteriormente, de produções como "74.5" e "Uma Onda no Ar" (1994).

Na Globo, participou de diversas novelas e minisséries ao longo das décadas. Entre elas estão "Tenda dos Milagres" (1985), "Mandala" (1987), "O Salvador da Pátria" (1989), "Araponga" (1990), "Rainha da Sucata" (1990), "Deus nos Acuda" (1992), "Explode Coração" (1995) e "Anjo de Mim" (1996).

Nos anos 2000, continuou atuando em novelas e minisséries, incluindo "Esplendor" (2000), "Aquarela do Brasil" e "Celebridade" (2003). Em "Celebridade", interpretou Ubaldo Quintela, personagem que havia passado 15 anos preso. Em 2004, participou de "Como uma Onda".

A partir de 2006, trabalhou em produções da Record, entre elas "Cidadão Brasileiro", "Poder Paralelo" (2009) e a minissérie "Rei Davi" (2012).

Além da televisão, Gracindo Júnior manteve uma intensa carreira no teatro, acumulando mais de 20 trabalhos como ator, produtor ou diretor.

No cinema, participou de filmes como "Os Homens que eu Tive" (1973), "Os Trapalhões na Serra Pelada" (1982), "Floresta das Esmeraldas" (1985), "Bufo e Spallanzani" (2001), "A Selva" (2004), "Primo Basílio" (2006) e "Segurança Nacional" (2010), entre outros.

Gracindo Júnior morava em uma pousada em Visconde de Mauá, no Rio de Janeiro, ao lado da mulher, Daisy Poli.

Seu último trabalho foi o filme "A Queda", gravado em 2022.

Gracindo Júnior deixa uma trajetória de décadas dedicada à arte, com trabalhos marcantes no rádio, teatro, televisão e cinema.

 

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Fonte: *Redação CN, com informações do Portal UOL
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