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Tribunal de Justiça abre processo contra Juiz no Norte Pioneiro


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Júlio Cezar Vicentini está afastado das funções na Comarca de Ibaiti desde novembro do ano passado

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Foto: Ilustrativa/CN
O juiz é acusado de represamento de processos e assédio moral e sexual estão entre outros

O Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) aprovou a abertura de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra o juiz Júlio Cezar Vicentini, afastado de suas funções na Comarca de Ibaiti, no Norte Pioneiro do Paraná, desde novembro de 2025.

A decisão foi tomada durante sessão realizada na última segunda-feira (17) e representa uma nova etapa na apuração das denúncias relacionadas à atuação do magistrado.

O afastamento cautelar foi determinado após um pedido apresentado pela Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Paraná (OAB-PR), que apontou possíveis irregularidades no exercício da função judicial. Entre as denúncias estão o suposto represamento de processos, além de relatos de assédio moral e sexual envolvendo pessoas que atuavam diretamente no gabinete do juiz.

Com a instauração do Processo Administrativo Disciplinar, o TJPR dará continuidade à investigação administrativa para verificar se houve infrações funcionais por parte do magistrado.

O procedimento prevê a coleta de documentos, depoimentos e demais elementos considerados necessários para esclarecer os fatos. Conforme estabelece a legislação, o juiz terá direito ao contraditório e à ampla defesa durante toda a tramitação do processo.

O caso ganhou grande repercussão no fim de 2025, quando o afastamento liminar foi anunciado. Na ocasião, advogados da região realizaram uma manifestação em frente ao Fórum da Comarca de Ibaiti, cobrando providências das autoridades competentes.

Segundo o presidente da OAB Paraná, Luiz Fernando Pereira, as primeiras denúncias chegaram à subseção local da entidade por meio de relatos de assessoras que trabalhavam no gabinete do magistrado.

Após receber as informações, a OAB encaminhou o caso aos órgãos responsáveis pela fiscalização e apuração, dando início ao acompanhamento institucional das denúncias.

Com a abertura do PAD, o Tribunal de Justiça do Paraná seguirá com a fase de instrução do processo administrativo, que deverá reunir provas e ouvir testemunhas antes da conclusão sobre eventual responsabilização do magistrado.

 

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Fonte: *Redação CN, com informações do Portal Folha Extra
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