A Polícia Civil do Paraná (PCPR) cumpriu, na manhã desta segunda-feira (10), um mandado de busca e apreensão contra um adolescente de 15 anos investigado por abuso sexual contra a própria irmã, de 7 anos, em Santo Antônio da Platina, no Norte Pioneiro do Paraná.
A ordem judicial foi expedida pela Vara da Infância e da Juventude do município.
Durante a operação, os policiais apreenderam um celular e um notebook que pertenciam ao adolescente e que deverão passar por análise no decorrer da investigação.
Segundo a Polícia Civil, as apurações indicam que os abusos teriam ocorrido durante aproximadamente um ano.
O adolescente também é suspeito de ter registrado os atos em vídeo e realizado o compartilhamento das imagens em plataformas digitais.
As diligências foram realizadas com o objetivo de reunir elementos para esclarecer os fatos, identificar os envolvidos e preservar as provas relacionadas ao caso.
De acordo com a PCPR, o adolescente confessou a prática durante a investigação.
Diante dos elementos reunidos, foi instaurado procedimento para apuração de ato infracional análogo aos crimes previstos na legislação brasileira relacionados ao abuso sexual de criança e à produção e registro de material de abuso sexual infantil.
A investigação contou com apoio da Polícia Federal, no âmbito da Operação Rapina e do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes de Londrina, da Polícia Civil.
Por envolver uma criança e um adolescente, o caso tramita sob proteção legal de identidade e informações que possam levar à identificação da vítima não são divulgadas.
A Polícia Civil reforça que a prevenção e a atenção dos familiares são fundamentais para proteger crianças e adolescentes contra abusos, inclusive no ambiente doméstico e no meio digital.
Entre as principais recomendações estão:
Acompanhar o uso de dispositivos eletrônicos: Utilizar ferramentas de controle parental e observar, de forma responsável, o uso de celulares, computadores, videogames e outros equipamentos conectados à internet;
- Estabelecer regras para o uso da tecnologia: sempre que possível, manter os dispositivos em locais comuns da residência, especialmente durante períodos de descanso;
- Observar mudanças de comportamento: alterações repentinas, isolamento, medo, queda no desempenho escolar, mudanças no sono ou comportamentos incompatíveis com a idade podem indicar que algo não está bem;
- Conversar sobre proteção corporal: ensinar desde cedo que o corpo da criança deve ser respeitado e que ela pode contar aos responsáveis caso alguém a faça se sentir desconfortável ou ameaçada;
- Manter um ambiente de confiança: crianças e adolescentes precisam saber que serão ouvidos e acolhidos ao relatar situações de violência ou abordagens inadequadas;
- Procurar as autoridades: diante de qualquer suspeita de abuso, a orientação é buscar imediatamente os órgãos competentes e evitar confrontar ou expor publicamente o possível autor.
A Polícia Civil destaca ainda que denúncias e informações podem ser fundamentais para interromper situações de violência e proteger possíveis vítimas.

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