Uma pedagoga foi agredida por uma estudante de 17 anos durante uma festa julina no Colégio Estadual Eunice Borges Da Rocha, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). O caso está sendo investigado pela polícia.
Professores e alunos participavam da confraternização, organizada nos períodos da manhã, tarde e noite, quando a adolescente, que estudava no turno da manhã, quis permanecer no local durante todo o dia.
De acordo com informações, a estudante teria se escondido em um banheiro e ao ser localizada, foi orientada pela equipe educacional da escola, mas passou a xingá a pedagoga e iniciou as agressões.
“Ela se alterou demais, cuspiu na minha cara e veio para cima de mim com socos em todo o meu rosto”, relatou a pedagoga.
A profissional, que atua há mais de 30 anos na educação de crianças e adolescentes, ainda apresenta marcas da agressão na parte interna da boca.
Após a pedagoga ser agredida no colégio estadual, a Polícia Militar do Paraná (PMPR) foi acionada. Em seguida, a mãe da adolescente chegou ao local e segundo a vítima, acreditava que a filha havia sido agredida pela profissional.
“Ela já chegou perguntando onde estava a pedagoga que tinha agredido a filha dela. Tinha chegado para ela o contrário, que eu teria dado um tapa no rosto da jovem. Estávamos ali, o pedagogo estava junto comigo e ele que presenciou, viu que em momento algum eu encostei na menina, pelo contrário”, afirmou.
Os envolvidos foram encaminhados à delegacia, onde o caso foi registrado e passou a ser investigado.
A pedagoga também demonstrou preocupação com os episódios de violência no ambiente escolar.
“A violência nas escolas está muito grande. Uns 90% dos pais passam a mão na cabeça dos filhos, e os jovens sempre têm razão. Isso deixa eles cômodos para poder fazer o que eles querem, do jeito que eles querem. Eles não querem regras”, disse.
Este não foi o único episódio recente envolvendo violência em um colégio estadual de São José dos Pinhais. Na última quinta-feira (2), um professor do Colégio Estadual Costa Viana relatou ter sido ameaçado de morte por estudantes.
Segundo o docente, a situação começou após ele pedir que uma turma diminuísse o barulho durante a aula.
Depois de comunicar à direção sobre o ocorrido, alguns alunos tentaram agredi-lo, sendo necessária a intervenção da diretora e da inspetora da escola.
Estudantes permaneceram do lado de fora da instituição aguardando a saída do professor. Quando ele deixou o colégio estadual acompanhado dos filhos, que estudam na mesma escola, afirmou ter sido ofendido e ameaçado de morte. O episódio foi registrado em vídeo.
Assista aqui:
Em nota enviada à Banda B, a Secretaria de Estado da Educação, por meio do Núcleo Regional de Educação (NRE) da Região Metropolitana Sul, informou que tomou conhecimento do episódio e acompanha o caso.

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