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Jovem atingida por galho de árvore no Paraná recebe tratamento por polilaminina


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Ana Beatriz, de 22 anos, recebeu a aplicação da proteína na noite desta terça (16)e já apresenta sinais de reabilitação

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Foto: Instagram /@mitter11
A paciente chegou ao hospital com 'risco iminente de morte'

A poucas horas de receber a polilaminina, terapia experimental usada em casos de lesão medular, a jovem Ana Beatriz Stubinski, de 22 anos, apresentou um sinal que renovou a esperança da família.

Segundo a mãe dela, Vanessa Stubinski, a jovem voltou a sentir vontade de ir ao banheiro, embora ainda não tenha conseguido realizar o movimento.

Internada no Hospital do Trabalhador desde o último sábado (13), quando foi atingida por um galho de árvore na Praça Osório, em Curitiba, Ana recebeu a aplicação da proteína na noite de terça-feira (16).

“Estou muito esperançosa. A gente está com a expectativa altíssima. Hoje ela sentiu vontade de ir ao banheiro. Ela só não conseguiu, mas sentiu essa vontade. Então estamos muito esperançosos de que isso realmente vai funcionar com a Ana”, afirmou Vanessa pouco antes da aplicação.

Emocionada, a mãe disse que a mobilização em torno da recuperação da filha tem dado forças à família desde o acidente.

“A gente está se sentindo amado por pessoas que nem imaginávamos. As pessoas estão comentando, mandando mensagens, orações. Ela chorou muito hoje porque ficou emocionada de que a proteína está vindo para Curitiba”, contou.

Vanessa também demonstrou confiança na recuperação da jovem. “Eu já decretei que ela vai voltar a caminhar e, do mesmo jeito que ela veio de São Paulo, ela vai voltar para São Paulo”, declarou.

A aplicação da polilaminina ocorreu dentro da chamada janela terapêutica de até 72 horas após o trauma, considerada ideal para esse tipo de tratamento.

Segundo o secretário estadual da Saúde, Cesar Neves, a prioridade inicial da equipe médica foi salvar a vida da paciente, que chegou ao hospital em estado gravíssimo.

“Ela chegou efetivamente, infelizmente, com risco iminente de morte. A nossa preocupação no primeiro momento era preservar a vida e salvá-la. E assim foi feito. Foi feita a fixação da coluna e a cirurgia do tórax, porque ela também teve um trauma muito grave”, explicou.

Após a estabilização do quadro clínico, médicos do Hospital do Trabalhador avaliaram que Ana poderia se enquadrar nos critérios para receber a terapia experimental.

“Uma vez fora desse risco iminente de vida, as equipes desse hospital viram a possibilidade de ela ser elegível para o protocolo. Enviaram os exames diagnósticos e de imagem para a equipe do laboratório para verificar se efetivamente era elegível e, principalmente, para não perder essa janela de tratamento”, afirmou o secretário.

De acordo com Mitter Mayer Borges, coordenador do programa de uso compassivo da polilaminina, Ana preenchia plenamente os requisitos exigidos para receber o medicamento.

“Ela se enquadrava plenamente nos critérios. Era uma paciente jovem, com uma lesão torácica, ainda dentro da janela terapêutica ideal e com uma lesão completa, que é quando ocorre a secção completa da medula”, explicou.

Segundo ele, o processo de autorização foi agilizado para que o tratamento pudesse ocorrer dentro do prazo recomendado.

 “Ontem à noite fizemos o protocolo na Anvisa e hoje [terça-feira, 16], na parte da manhã, a agência já tinha autorizado. Isso só é possível porque existe uma gestão atenta aos prazos, que são muito curtos por causa dessa janela de 72 horas”, disse.

O secretário da Saúde do Paraná também ressaltou que a indicação da polilaminina segue critérios científicos rigorosos: “Ninguém está fazendo experiência com ninguém. Seguem-se de forma rigorosa os protocolos.”

Segundo o coordenador, o Paraná é o estado brasileiro com o maior número de pacientes que receberam a terapia experimental. Com a aplicação em Ana Beatriz, o total chegou a 16 casos no estado.

“Desde o primeiro paciente, sempre tentamos acompanhar a evolução. Ainda é cedo para conclusões definitivas, mas o que temos observado é uma evolução muito significativa em diversos casos”, afirmou.

A polilaminina foi desenvolvida por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e ainda está em fase de estudos clínicos. A expectativa dos pesquisadores é que, no futuro, o tratamento possa se tornar amplamente disponível para pacientes com lesões medulares.

Após a aplicação, Ana Beatriz permanece sob acompanhamento médico e deve seguir, nos próximos dias, com o processo de recuperação e reabilitação.

 

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Fonte: Redação CN, com informações do Portal Banda B
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