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Mais antiga que os dinossauros, nova espécie de animal é descoberta nos Campos Gerais


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A nova espécie de molusco encontrada em Ponta Grossa foi nomeada de Actinopteria grahni, em homenagem a um professor já falecido

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Foto: André Packer/UEPG
A descoberta pode gerar interesse para o setor produtivo

Uma nova espécie de animal foi descoberta em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, após a análise de um fóssil de 400 milhões de anos, ou seja, mais antigo que os dinossauros, que surgiram há menos de 250 milhões de anos.

Trata-se de um molusco marinho, do gênero Actinopteria. Ele foi chamado de Actinopteria grahni, em homenagem a um professor sueco que morou no Brasil e contribuiu com o estudo de fósseis na região da cidade.

A descoberta foi feita pelo professor Elvio Pinto Bosetti e pelo aluno do doutorado em Geografia Kevin William Richter, da Universidade Estadual de Ponta Grossa e publicada no Historical Biology, periódico científico de Paleobiologia do Reino Unido.

O fóssil que permitiu a identificação da nova espécie foi encontrado em um sítio paleontológico localizado no Jardim Giana, conhecido como Curva 2 – um afloramento rico em fósseis já conhecido desde os anos 80.

Os pesquisadores explicam que exemplares do Actinopteria langei, um molusco do mesmo gênero e com grande semelhança com a nova espécie, já haviam sido encontrados nesta região de Ponta Grossa. Inicialmente, a proposta era encontrar mais exemplares deste molusco.

O professor explica que a maioria dos fósseis são fruto de catástrofes e que a região de Ponta Grossa foi fundo de mar,  integrando a bacia do Paraná. Eram 1,6 milhão de quilômetros quadrados, da Argentina até o Tocantins e em Ponta Grossa, as camadas ficaram preservadas.

Os primeiros registros de espécies Actinopteria na região foram realizados na década de 60, pelo paleontólogo Setembrino Petri. Com a nova descoberta, o número de espécimes conhecidos aumenta e, segundo os pesquisadores, permite melhor compreensão da fauna e dos padrões de dispersão entre bacias sedimentares.

Com o avanço da pesquisa, Elvio e Kevin decidiram reforçar a equipe. O professor Sandro Scheffer, do Museu Nacional do Rio de Janeiro, especializado em taxonomia e classificação, integrou o trabalho. Já o professor Renato Ghilardi e seu aluno de pós-doutorado Victor Rodrigues Ribeiro, ambos da Universidade Estadual Paulista de Bauru, também contribuíram na parte de paleografia e distribuição das espécies na América do Sul.

O fóssil, em breve, passará a integrar o acervo do Museu de Ciências Naturais da UEPG.

 

 

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Fonte: Redação CN, com informações do G1 Paraná
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