O preço da gasolina segue pressionando o bolso dos motoristas no Norte Pioneiro. Em Santo Antônio da Platina, o litro do combustível está entre os mais caros do Paraná, chegando a R$ 7,19, segundo levantamento mais recente da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.
A pesquisa, realizada entre os dias 12 e 18 de abril, analisou valores em 263 postos distribuídos em 23 cidades do estado. No caso da cidade platinense, onde foram analisados valores de seis postos, os preços variaram entre R$ 6,89 e R$ 7,19, colocando o município entre os quatro com maior valor máximo registrado, ao lado de Curitiba e Cambé.
O cenário chama atenção principalmente quando comparado a cidades onde o combustível é mais barato. Em Foz do Iguaçu e Campo Mourão, por exemplo, o litro foi encontrado por R$ 6,19, uma diferença de até R$ 1 por litro em relação ao preço máximo registrado em Santo Antônio da Platina.
No ranking estadual, o valor mais alto foi identificado em Castro, nos Campos Gerais, onde a gasolina chegou a R$ 7,59.
Já no contexto regional, o município do Norte Pioneiro aparece entre os destaques negativos, refletindo uma tendência de alta que atinge diversas cidades do interior.
Em Cornélio Procópio, oito postos foram pesquisados e os preços variam de R$ 6,79 a R$ 6,99 o litro.
De acordo com o sindicato que representa os postos de combustíveis no estado, o aumento está diretamente ligado aos repasses feitos pelas distribuidoras, que teriam sido impactadas por fatores externos, como a instabilidade no Oriente Médio.
Segundo a entidade, os reajustes costumam chegar rapidamente às bombas quando há aumento, mas o mesmo não acontece na queda dos preços, o que contribui para a manutenção dos valores elevados ao consumidor final.
A alta nos combustíveis também acendeu um alerta nos órgãos de fiscalização. Recentemente, operações foram realizadas no Paraná para apurar possíveis práticas abusivas, diante das oscilações registradas no mercado.
Com um dos preços mais altos do estado, Santo Antônio da Platina sente diretamente os reflexos no custo de vida. Para motoristas, trabalhadores e setores que dependem do transporte, como comércio e serviços, o combustível mais caro representa aumento nas despesas e efeito em cadeia na economia local.
Enquanto isso, a variação entre cidades segue sendo um dos principais fatores que influenciam o comportamento dos consumidores, que, sempre que possível, buscam alternativas mais econômicas para abastecer.

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