Advogados de presos de alta periculosidade custodiados na Penitenciária Federal de Brasília passaram a pedir na Justiça o mesmo benefício concedido ao banqueiro Daniel Vorcaro pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que permite reuniões com sua defesa sem monitoramento ou gravação de áudio e vídeo, o que é não permitido para detentos, segundo regra em presídios federais.
Entre os detentos está Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder da facção Primeiro Comando da Capital.
A autorização foi dada ao dono do liquidado Banco Master após ter sido transferido para a unidade federal na semana passada. A decisão abriu caminho para que outras defesas tentem obter o mesmo tratamento dentro do Sistema Penitenciário Federal (SPF), o que já era esperado com preocupação pela Secretaria Nacional de Políticas Penais.
“A defesa de Marco Willians Herbas Camacho entende que o mesmo direito deve ser igualmente assegurado, por se tratar de garantia essencial ao exercício da advocacia e ao próprio direito de defesa”, declarou o advogado Bruno Ferullo, que representa Marcola.
Ferullo afirmou que irá formalizar o pedido ao juiz corregedor responsável pela unidade prisional para ter acesso ao mesmo benefício para Marcola. O advogado ressaltou que, caso seja negado, recorrerá ao próprio STF.
A SENAPPEN, ligada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, criticou a decisão de Mendonça e alertou que a flexibilização do monitoramento pode comprometer o modelo de segurança das penitenciárias federais.
As regras atuais, diz o órgão, existem justamente para impedir que líderes criminosos mantenham contato indevido com o exterior ou continuem coordenando atividades ilícitas mesmo presos.
Outros advogados de integrantes do PCC presos na Penitenciária Federal de Brasília também tentam ampliar o alcance da decisão de Mendonça concedida a Vorcaro.
A unidade federal da capital abriga alguns dos principais nomes ligados ao crime organizado no país. Entre eles estão Marcola, Cláudio Barbará da Silva, o Barbará, Reinaldo Teixeira dos Santos, o Funchal e Gilberto Aparecido dos Santos, o Fuminho.

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