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Fortes chuvas deixam rastro de destruição e 6 estados seguem em alerta


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Minas tem mortos e desaparecidos, RJ e SP registram alagamentos e desalojados

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Foto: Divulgação/CBMG-MG
O aviso máximo do INMET prevê temporais até sexta (26/2)

Fortes chuvas atingem diferentes regiões do país e já provocaram dezenas de mortes, desaparecimentos, alagamentos e deixaram centenas de desabrigados e desalojados.

Um alerta segue pelos próximos dias, já que o Instituto Nacional de Meteorologia colocou seis estados sob aviso de grande perigo para acumulado de chuva até sexta-feira (27/2).

O aviso abrange 607 municípios distribuídos por Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Bahia e Paraná.

De acordo com o instituto, a previsão é de precipitação superior a 60 milímetros por hora ou acima de 100 milímetros por dia. O volume elevado aumenta o risco de grandes alagamentos, transbordamento de rios e deslizamentos de encostas.

O órgão orienta que moradores em áreas de risco desliguem aparelhos elétricos e o quadro geral de energia, observem possíveis alterações em encostas e permaneçam em locais abrigados.

Em situações de inundação, a recomendação é proteger objetos da água envoltos em sacos plásticos e buscar orientação da Defesa Civil (199) ou do Corpo de Bombeiros (193).

Em Minas Gerais, as chuvas de terça-feira (23/2) causaram a situação mais drástica registrada no país. Segundo o Corpo de Bombeiros Militar, foram registradas 30 mortes, 39 pessoas seguem desaparecidas e mais de 3 mil desabrigadas.

As cidades mais afetadas foram Juiz de Fora e Ubá, ambas na Zona da Mata. Em Juiz de Fora, 24 pessoas morreram em ocorrências relacionadas às chuvas. Já em Ubá, foram confirmadas seis mortes. As duas cidades também registram famílias desabrigadas.

Equipes de resgate retiraram mais de 200 pessoas com vida dos escombros provocados por enchentes e deslizamentos.

Casas foram destruídas e a estimativa é de que haja mais de 400 desabrigados

Casas foram destruídas e a estimativa é de que haja mais de 400 desabrigados

Um prédio chegou a desabar em Ubá após a forte tempestade

Em Ubá, o rio que corta o município atingiu 7,82 metros, nível considerado recorde histórico. De acordo com a Defesa Civil, cerca de 170 milímetros de chuva caíram em apenas três horas, provocando a maior inundação dos últimos anos. O município ativou um plano de contingência e montou uma sala de crise para coordenar o atendimento às vítimas e as ações de emergência.

Juiz de Fora decretou estado de calamidade pública. Segundo a prefeitura, o acumulado de chuva chegou a 584 milímetros, fazendo de fevereiro de 2026 o mês mais chuvoso já registrado na cidade. O governador Romeu Zema informou que acompanha a situação nas regiões atingidas e anunciou que o estado terá três dias de luto oficial.

No Rio de Janeiro, a chuva voltou a atingir pontos da capital nessa terça-feira (24/2). No bairro de Madureira, uma estação do sistema Alerta Rio registrou 11,4 milímetros em apenas 15 minutos, volume elevado para um período curto.

Em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, uma idosa de 85 anos morreu e cerca de 600 pessoas ficaram desalojadas pelas fortes chuvas de segunda-feira (23/2). A água chegou a 1,80 metro de altura em algumas áreas da cidade, que entrou em estágio 5, o nível máximo de alerta, com mais de 100 milímetros acumulados em 24 horas em alguns bairros.

Na capital fluminense, o maior volume foi registrado em Padre Miguel, na Zona Oeste, com mais de 83 milímetros em 24 horas. Já em Mangaratiba, na Costa Verde, choveu mais de 200 milímetros na Praia do Saco, deixando ruas alagadas e levando à suspensão das aulas da rede municipal.

Situação semelhante ocorreu em Angra dos Reis, onde o acumulado chegou a 130 milímetros em 24 horas. Bairros como Areal, Banqueta, Centro e Parque Belém registraram alagamentos, e moradores de áreas de risco precisaram deixar suas casas. A prefeitura montou pontos de apoio para atender a população.

No litoral paulista, a chuva persistente e provocou transtornos em cidades da Baixada Santista. Em Peruíbe, cerca de 420 pessoas deixaram as casas e as aulas foram suspensas. Já em Itanhaém, também houve registros de desalojados.

 

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Fonte: *Redação CN, com informações do Portal Metrópoles
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