A guerra na Ucrânia, iniciada com a invasão russa em fevereiro de 2022, transformou o país em um inesperado campo de treinamento para cartéis de drogas latino-americanos, que buscam dominar tecnologias militares, especialmente o uso de drones.
Isso é o que tem evidenciado uma investigação conduzida pelo Serviço de Segurança da Ucrânia, que apura a infiltração de indivíduos ligados a cartéis mexicanos e colombianos em unidades de voluntários estrangeiros, como a Legião Internacional da Ucrânia.
De acordo com o jornal ucraniano Kyiv Post, o Centro Nacional de Inteligência do México alertou as autoridades ucranianas sobre a presença de indivíduos ligados a cartéis que se voluntariaram para a Legião Internacional, criada por decreto presidencial em 2022 para integrar estrangeiros às Forças Armadas da Ucrânia (AFU).
O objetivo desses infiltrados não seria apoiar a resistência contra a Rússia, mas adquirir habilidades no uso de drones kamikaze com visão em primeira pessoa (FPV), que seriam aplicadas em conflitos contra facções rivais e forças de segurança mexicanas.
Cartéis mexicanos já utilizam drones armados em confrontos no México, especialmente em áreas próximas à fronteira com os Estados Unidos. A expertise adquirida na Ucrânia, onde drones FPV têm sido amplamente usados, pode potencializar essas operações criminosas.
Segundo o tabloide britânico Daily Express U.S., há indícios de que alguns dos indivíduos infiltrados tenham utilizado documentos falsificados para ingressar em unidades especializadas em drones.
A Ucrânia desenvolveu, nos últimos três anos e meio, “academias de drones” que oferecem treinamento em fabricação, planejamento de missões, reconhecimento e guerra eletrônica. Com o tempo, esses locais passaram a aceitar voluntários estrangeiros.
No entanto, segundo o Kyiv Post, empresas militares privadas de países latino-americanos têm facilitado a entrada de indivíduos com intenções criminosas nessas academias, muitas vezes por meio de fraudes nas verificações de antecedentes.
Um dos casos é o de um mexicano, identificado pelo pseudônimo “Águila-7”, que se apresentou como cidadão de El Salvador para se alistar. Ele participou de treinamentos de drones em Lviv, mas levantou suspeitas ao demonstrar conhecimento avançado em contramedidas de guerra eletrônica.
Após uma checagem de antecedentes, descobriu-se uma possível ligação entre ele e as forças especiais GAFE do México, grupo que historicamente serviu como porta de entrada para cartéis como os Zetas.
Ex-guerrilheiros das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) que ingressaram na Legião Internacional com supostas identidades falsas, como passaportes panamenhos e venezuelanos, também foram identificados.
Um deles foi encontrado em Dnipro, a quarta maior cidade da Ucrânia, por causa das tatuagens e do sotaque, que denunciaram a origem dele.
Autoridades da Polônia, Bulgária e outros países europeus já investigam empresas militares privadas latino-americanas envolvidas em atividades como tráfico de armas e fornecimento de documentos falsos, segundo o Kyiv Post.

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