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Para fugir das importações da China, indústrias do Paraná procuram produzir a própria matéria prima


Brasil Net

No total, as importações chinesas representaram 24% de tudo que o Paraná comprou fora do Brasil nos seis primeiros meses de 2022

Foto: Ekko Green
A Ambev vai instalar no Estado a sua segunda fábrica de garrafas, a maior do país na produção de vidro reciclado

A dificuldade na compra de insumos causada pela pandemia tem levado a indústria a verticalizar processos. Para não depender de fornecedores que não conseguem mais atender a alta demanda de consumo, diversas empresas de todo o país estão planejando produzir as próprias matérias primas. No Paraná não é diferente.

O processo de verticalização ainda não foi detectado estatisticamente como tendência pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP). Mas a entidade admite que já vem observando o movimento nos bastidores.

O objetivo é reduzir custos e tempo de entrega. E, assim, depender cada vez menos das importações. Em especial da China, país do qual a indústria do estado mais importa insumos.

O mercado paranaense aumentou 51% as aquisições do gigante asiático no primeiro semestre desse ano em relação ao mesmo período de 2021. No total, as importações chinesas representaram 24% de tudo que o Paraná comprou fora do Brasil nos seis primeiros meses de 2022, segundo a FIEP.

Foram exatamente essas dificuldades que levaram o Grupo Baston Aerossol a investir R$ 150 milhões na instalação de duas fábricas de embalagens, além de uma planta para fabricação da nova linha de produtos de higiene pessoal que inclui xampu e sabonete líquido. As três novas fábricas serão ao lado da unidade que produz desodorantes da marca Above em Palmeira, nos Campos Gerais.

A meta do grupo é zerar a dependência com fornecedores da China, de onde vem metade da matéria prima da produção da Above e cujo frete ficou dez vez mais caro para a empresa no decorrer da pandemia.

A partir de novembro, a unidade começa a produzir 12 milhões de latas por mês com a instalação da primeira das duas máquinas italianas adquiridas pela Above. Volume que vai dobrar para 24 milhões de latas mensais quando a segunda máquina for instalada ano que vem. No total, a unidade de latas vai gerar 40 empregos diretos.

Outra empresa paranaense que está apostando na produção do próprio insumo é a fabricante de plásticos orgânicos Earth Renewable Technologies (ERT). Primeira marca da América Latina a produzir plástico biodegradável, o grupo vai instalar na fábrica em operação há um ano na Cidade Industrial de Curitiba (CIC) uma linha de produção própria de polímeros - matéria prima usada na composição do plástico feito de cana de açúcar que hoje é importada da Tailândia.

A gigante de bebidas Ambev também decidiu verticalizar a produção no Paraná. Com investimento de R$ 870 milhões anunciado no fim de 2021, a marca vai instalar em Carambeí, nos Campos Gerais, a sua segunda fábrica de garrafas, a maior do país na produção de vidro reciclado.

A instalação da planta começa ainda em 2022, com previsão de conclusão em 2025. A previsão é de que a fábrica de vidro gere entre 300 e 400 empregos diretos.

CN INSTITUCIONAL


Fonte: Redação CN Notícias, com informações da Gazeta do Povo
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