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Precisamos dar respostas aos estudantes antes de votar homeschooling, diz relatora Luísa Canziani


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Aos 25 anos, Luísa tem conquistado protagonismo nas articulações com o governo e com o presidente da Câmara, Arthur Lira

Foto: Facebook/Reprodução
A deputada Luísa Canziani

A regulamentação do ensino domiciliar não deve ser a primeira pauta de educação a ser aprovada no ano na Câmara, apesar de aparecer como a única matéria legislativa prioritária da área elencada pelo governo Jair Bolsonaro (sem partido).

O tema seguirá com destaque, mas a relatora do texto, deputada Luísa Canziani (PTB-PR), diz que pautas estruturantes devem passar na frente. A preeminência do chamado homeschooling, em meio à pandemia, tem provocado críticas de especialistas e secretários de Educação.

"As discussões podem acontecer paralelamente, mas o Congresso precisa dar uma resposta aos milhões de estudantes brasileiros", disse ela.

Filha do ex-deputado Alex Canziani, ela se tornou, nas últimas eleições, a mais jovem deputada eleita do país. Aos 25 anos, Luísa tem conquistado protagonismo nas articulações com o governo e com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

Luísa está de saída do PTB, partido da base de apoio de Bolsonaro que hoje ela vê "como uma seita". Ela não se coloca, entretanto, na oposição –é contra a CPI do Senado que vai investigar a conduta do presidente na pandemia.

Luísa afirmou que com a pandemia e a suspensão de aulas, os desafios de aprendizagem e desigualdade foram escancarados.

“De fato, o Congresso Nacional tem diversas pautas para superar, seja da regulamentação do Fundeb, do Sistema Nacional de Educação, de projetos que garantam a conectividade e regulamentem o ensino híbrido. Mas, a partir do momento em que o STF diz que o homeschooling não é inconstitucional, a responsabilidade é do Congresso. Hoje, há omissão por parte do Estado. Por isso, da mesma maneira que essas pautas são importantes, acredito que a regulamentação do ensino domiciliar também deve ser enfrentada neste ano”, disse ela.

Formada em direito pela PUC (Pontifícia Universidade Católica) do Paraná, foi eleita em 2018 aos 22 anos. Divide com Kim Kataguiri (DEM-SP) o posto de mais jovem parlamentar do Congresso. Elegeu-se ao primeiro mandato pelo PTB. É filha do ex-deputado Alex Canziani (PTB-PR), que teve cinco mandatos na Câmara, e disputou, mas perdeu a eleição para senador no último pleito.

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Fonte: *Redação Cornélio Notícias, com informações da Folha de Londrina,via Portal Bonde
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