As buscas pela fotógrafa e cientista social Ana Paula Silveira Cardoso, de 29 anos, entraram no quarto dia na quarta-feira (29), no complexo turístico Salto das Orquídeas, em Sapopema, no Norte do Paraná.
A jovem está desaparecida desde o último sábado (25), quando caiu em uma cachoeira durante a travessia de uma corredeira.
Para intensificar a varredura, a operação atualizou seu contingente e agora mobiliza 71 profissionais, formando uma força-tarefa composta por integrantes do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Polícia Militar, Guarda Municipal de Londrina e voluntários.
Os trabalhos ganharam o reforço de cães de faro, alunos-soldados de Ponta Grossa, além do apoio de um helicóptero do Governo do Estado.
O secretário de Segurança Pública do Paraná, coronel Hudson Leôncio Teixeira, acompanha presencialmente as ações.
A operação precisou se dividir em várias frentes simultâneas devido à geografia do local. Segundo o porta-voz do Corpo de Bombeiros, major Renan Bortolassi, os esforços se estendem até mesmo para fora do complexo turístico.
"Hoje temos equipes realizando buscas terrestres no leito do rio e nas margens. Também há equipes descendo o rio de caiaque, atuando em pontos mais à frente, além de equipes fazendo buscas de barco no Rio Tibagi, onde desemboca o rio da região”.
Um dos focos principais das equipes de resgate concentra-se na região da queda d'água, apontada como o último local onde a vítima foi vista.
A corporação aguarda as condições ideais de vazão para realizar varreduras subaquáticas no chamado Poço Preto.
"Estamos com as equipes analisando a possibilidade de iniciar as buscas de mergulho no Poço Preto, onde acontece a queda da cachoeira mais alta da região”.
Ao ressaltar o empenho do grupo que atua na ocorrência, o major enfatizou:
"Hoje temos um efetivo de 71 operadores, entre bombeiros militares, policiais, guardas municipais, agentes da Defesa Civil e voluntários. É uma equipe consideravelmente grande, todos imbuídos da missão de encontrar a Ana Paula”.
O terreno acidentado da região impõe obstáculos severos às equipes, limitando o avanço rápido das frentes. O local é formado por pedras escorregadias e trechos de risco, mesmo para profissionais habituados ao salvamento em ambientes naturais. As recentes mudanças no tempo agravaram a situação.
"A região é muito complexa, com muitos desníveis, alguns bastante acentuados, além de ser um local úmido e escorregadio. Essa é a principal dificuldade. A chuva aumenta ainda mais os desafios, mas temos as técnicas necessárias e estamos executando todas as ações possíveis para buscar êxito nessas buscas”.
Até o momento, a varredura já cobriu uma extensa área mapeada pela organização da força-tarefa.
"Até o momento, todas as equipes já percorreram cerca de 75 quilômetros em metros lineares. É uma área consideravelmente grande, mas ainda não obtivemos êxito. Temos uma grande expectativa com a operação de mergulho no Poço Preto e estamos tomando todas as medidas necessárias para que ela seja encontrada”.

Três suspeitos são presos pela morte de idoso em Bandeirantes
24/08/2026 às 13:22:19
Suspeito furta supermercado 24 horas, mas mercadorias são recuperadas
24/08/2026 às 13:20:00
Mulher de 35 anos é encaminhada à Santa Casa após sofrer agressões
24/08/2026 às 13:17:00
Homem é preso após confusão com ex-companheira em via pública
24/08/2026 às 13:15:00
Motorista é detido com produtos irregulares do Paraguai na PR-160
24/08/2026 às 13:13:00
Cornélio Procópio terá instabilidade no tempo durante a semana
22/08/2026 às 19:33:00