De Curitiba, no Paraná, uma psicóloga abre a câmera de seu computador para atender brasileiros que foram lutar na Guerra da Ucrânia. Eles estão desabando, nas palavras dela, com muito medo de morrer. Relatam, de forma crua, situações de extrema violência, da devastação dos corpos.
"São coisas tão terríveis que eu nem tenho coragem de repetir. É nauseante", diz a psicanalista Cláudia Serathiuk, 54,
Neta de ucranianos, ela é muito ligada à comunidade da Ucrânia no Brasil e no ano passado, começou a atender brasileiros que foram para a guerra contra a Rússia.
O pedido para essa assistência psicológica partiu de uma ONG que atua no auxílio a brasileiros na Ucrânia.
Não há um dado oficial sobre quantos já partiram do Brasil para atuar no Exército ucraniano, mas Cláudia diz que a estimativa da comunidade é que o número gire em torno de 2.000, com 200 mortos até 10 julho, o Itamaraty contabilizava 86 desaparecidos e 33 mortos.
São brasileiros que não têm ascendência ou qualquer ligação com a comunidade ucraniana.
Mestre em psicologia clínica pela Universidade Federal do Paraná, ela é pesquisadora do Núcleo de Estudos da Ucrânia, da USP, e integrante da Rede Interamericana de Pesquisas em Psicanálise e Política.
Sua experiência com os atendimentos aos brasileiros será base de um doutorado sobre os motivos que levam esses jovens a se arriscarem em uma guerra que não é deles.

Após 12 horas de negociação, homem que mantinha idosos reféns em Londrina morre
12/08/2026 às 17:34:35
Homem joga pacote com maconha dentro de comércio e desaparece
12/08/2026 às 17:32:00
Ambulante é "enquadrado" e tem produtos recolhidos pela Vigilância Sanitária
12/08/2026 às 17:30:59
Acidente com três veículos deixa padre e idoso feridos na PR-092
12/08/2026 às 17:28:05
Polícia Militar completa 172 anos defendendo os paranaense
12/08/2026 às 17:25:30
Adolescente é investigado por abuso sexual contra a própria irmã no Norte Pioneiro
12/08/2026 às 17:23:29