Se você já estava irritado com a falta d'áua em Cornélio Procópio, saiba que a situação vai piorar, o Governo do Paraná publicou um decreto que declara emergência hídrica e estabelece as orientações para o uso da água no todo o Estado.
Por conta disso, a água pode, sim, ficar mais escassa nos próximos meses se o consumo não for reduzido.
A medida foi tomada por causa de uma estiagem prolongada (falta de chuva por muito tempo), que está diminuindo o nível dos rios e reservatórios usados para abastecimento.
O decreto vale por 180 dias, ou seja, até o fim de outubro de 2026.
A principal mudança atinge diretamente o consumidor. Desde o dia 29 de abril está proibido o uso de água potável para atividades não essenciais, como lavar calçadas, pátios e veículos, regar jardins ou gramados e realizar atividades recreativas que exijam grande volume de água, como encher piscinas.
Pode faltar água na torneira? Pode acontecer, sim. O decreto autoriza a Companhia de Saneamento do Paraná a fazer rodízios no abastecimento, ou seja, interrupções programadas no fornecimento em alguns bairros ou cidades.
A empresa também pode intensificar o controle da qualidade da água e fazer campanhas para incentivar a redução de consumo.
Além disso, o decreto determina que o Instituto Água e Terra priorize o uso da água para o consumo humano e dos animais. Atividades consideradas não essenciais podem ter o uso de água suspenso temporariamente.
A crise hídrica no Paraná não surgiu de forma repentina. O problema é resultado de um período prolongado de pouca chuva, somado à influência do fenômeno climático La Niña, que contribui para a redução das precipitações na região. O fenômeno está enfraquecendo com o tempo e surge a probabilidade de formação agora do El Niño.
Além disso, o Paraná teve um período longo de de ar seco e as temperaturas acima da média. Em alguns casos, as temperaturas chegaram a ficar até 2,8 °C mais altas em algumas áreas e intensificaram a evaporação da água disponível.
Com esse cenário, o nível dos rios e mananciais caiu de forma significativa. Atualmente, cerca de 69% dos pontos de captação monitorados no Estado operam fora da normalidade, muitos deles já com níveis considerados baixos, o que acende o alerta para o abastecimento nos próximos meses.
A previsão indica que as chuvas devem continuar abaixo da média, pelo menos nos próximos meses. Por isso, o governo reforça que a colaboração da população é essencial.

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