O vice-presidente da Associação Brasileira de Supermercados, Marcio Milan, afirmou que uma eventual mudança na escala de trabalho 6x1 pode gerar aumento de custos no setor, caso a decisão seja tomada sem um debate amplo com os elos da cadeia.
Segundo ele, o tema vem sendo acompanhado desde o fim de 2024 e já motivou estudos internos e testes operacionais por parte de algumas empresas.
"Se houver uma decisão sem um amplo debate, isso poderá ter um grande impacto. O supermercado não é formador de preço; se houver aumento de custo, ele tende a repassar", afirmou.
Milan destacou que algumas redes iniciaram projetos-piloto para avaliar os impactos de uma eventual adoção do modelo 5x2, alternativa em discussão no Congresso.
"Estamos antecipando essa discussão e vendo como a operação do supermercado ficaria no dia a dia, inclusive avaliando a necessidade de novas contratações e os possíveis efeitos sobre os custos", disse.
A discussão ganhou tração no Congresso. Durante a semana, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), voltou a defender a Proposta de Emenda à Constituição que propõe o fim da escala 6x1 e afirmou considerar "muito viável" sua aprovação no plenário da Casa, com quórum constitucional.
Motta disse que os parlamentares não podem legislar apenas para uma "pequena elite" e defendeu que a tramitação seja conduzida com responsabilidade e ouvindo os setores impactados.

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