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Condenados no 8/1 quebram tornozeleiras eletrônicas e fogem do País


Brasil Net

Ao todo, 51 pessoas envolvidas nos atos têm mandados de prisão em aberto ou fugiram após romperem suas tornozeleiras

Foto: Divulgação
Manifestantes invadiram a Praça dos Três Poderes, em Brasília, no dia 8 de janeiro de 2023

Dez condenados ou sob investigação por envolvimento nos ataques às sedes dos Três Poderes em Brasília no dia 8 de janeiro do ano passado, quebraram suas tornozeleiras eletrônicas e escaparam do País.
De acordo com o levantamento, pelo menos 51 pessoas suspeitas de participarem dos atos de protesto após as eleições presidenciais de 2022 têm mandados de prisão em aberto ou fugiram após romperem suas tornozeleiras eletrônicas.
Dentre esses, dez fugiram para a Argentina e Uruguai através das fronteiras de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Sete dos fugitivos já receberam condenações do Supremo Tribunal Federal com penas superiores a dez anos de prisão por “participação em tentativa de golpe de Estado” segundo os juízes que julgaram o caso.
Do grupo de dez fugitivos, seis são mulheres, e a maioria é natural dos Estados do Paraná, Santa Catarina e da região Sudeste (SP e MG).
A média de idade deles é de 50 anos.
O levantamento foi realizado utilizando registros do STF e do Conselho Nacional de Justiça, incluindo ordens de prisão, além de depoimentos de familiares, investigadores, amigos e advogados.
Os advogados dos investigados e réus refutam as alegações de que eles tenham vandalizado prédios públicos ou participado de uma tentativa de golpe de Estado durante os ataques de 8 de janeiro.
Os suspeitos afirmaram que estavam nos edifícios dos Três Poderes apenas para se abrigarem de bombas lançadas por agentes de segurança.
Conforme a legislação brasileira, a destruição da tornozeleira e a fuga não acarretam um aumento na punição, mas o fugitivo perde o direito ao regime aberto, sendo transferido para o regime semiaberto ou fechado.
No entanto, auxiliar na fuga é considerado crime, sujeito a uma pena de seis meses a dois anos de detenção.
As polícias civis de Santa Catarina e Rio Grande do Sul afirmaram que não receberam solicitações para realizar buscas pelos fugitivos.
A Polícia Civil do Paraná ainda não se pronunciou sobre o assunto.
Quanto aos órgãos de administração penitenciária do Paraná e de Santa Catarina, estes se recusaram a fornecer informações sobre o número de investigados que quebraram tornozeleiras ou fugiram desde o ano passado.

 

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Fonte: Redação Cornélio Notícias, com informações do Jornal Folha de São Paulo
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