Os cientistas não têm certeza do que se trata, mas com certeza não é uma mensagem de um alienígena com dúvidas. Seu formato e sua cor avermelhada indicam que, provavelmente, é apenas uma galáxia muito distante.
Pode também ser mais de uma galáxia, se fundindo ou interagindo, distorcendo uma a outra. Mais observações serão necessárias para um veredito.
O ponto de interrogação nem era o alvo do telescópio.
O James Webb estava registrando um par de estrelas bebês, em caótica atividade de formação. Conhecidas como Herbig-Haro 46/47, elas ficam na constelação de Vela, a 1.470 anos-luz da Terra.
Na imagem de alta resolução, capturada pelo instrumento NirCam (Near Infrared Camera, ou "câmera de infravermelho próximo"), as estrelas aparecem dentro de um disco de material alaranjado, que as alimenta. Ao longo de milhares de anos, elas engoliram e depois cuspiram esta nuvem de gás e a poeira ao seu redor.
Os poderes infravermelho do James Webb permitem que ele investigue as profundezas do universo, localizando galáxias tão distantes que remontam à expansão do universo após o Big Bang. Isso tem nos proporcionado descobertas impressionantes.
Mais de 750 estudos científicos usando dados do telescópio foram publicados apenas em seu primeiro ano de operações, celebrado este mês.