Nas praias da Flórida, por exemplo, é possível ver cada vez mais mulheres usando a vestimenta. “Às vezes me sinto desconfortável, mas estou começando a me sentir mais confiante vendo outras mulheres usando”, disse Cassidy, de 24 anos.
Embora o uso da peça esteja sendo difundido agora, o estilo apareceu pela primeira vez em público nos Estados Unidos em 1939.
Pouco antes da Feira Mundial de Nova York, o prefeito da cidade, Fiorello La Guardia, instituiu que dançarinas se apresentassem cobertas em vez de nuas (prática comum na cidade na época).
Os teatros burlescos foram proibidos e os clubes de strip-tease recebiam mandatos policiais.
Décadas depois, quando o Conselho da Cidade de Los Angeles proíbe a nudez pública, um designer austríaco-americano chamado Rudi Gernreich inventou o biquíni fio dental.
A polêmica em relação ao biquíni fio dental no país é tanta que o caso foi parar na Suprema Corte.
O tribunal decidiu sobre vários casos envolvendo a peça e uma das decisões mais emblemáticas foi em 2000, quando a corte entendeu que a nudez feminina era uma ameaça à ordem social e manteve o fio dental como “solução para o crime, doença e caos”, explicou a professora de direito de Nova York, Amy Adler.
Nos últimos anos, municípios como a Carolina do Norte afrouxaram as restrições e a aplicação das leis de nudez e viram o aumento de banhistas seminuas.
Sucesso no Brasil nos anos 80, o biquíni fio dental demorou a virar moda nos EUA e agora elas dizem que se sentem mais empoderadas.