Pela Reforma Tributária, cinco impostos serão unificados: três impostos federais – IPI, PIS, Cofins – novo CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), além do estadual ICMS e o municipal ISS – que se transformarão em IBS (Imposto sobre Bens e Serviços).
A votação pode ser considerada histórica porque o tema da reforma tributária é defendido pelo setor produtivo brasileiro há mais de 30 anos.
A aprovação da proposta motivou articulações do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) e do governo Lula durante toda a semana. Até aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi contrário, votaram a favor da reforma.
A Proposta de Emenda Constitucional (PEC 45/19) tem uma série de previsões que incluem simplificações de impostos sobre o consumo e fundos para financiar créditos.
Os créditos que devem ser financiados são sobre o Imposto de Circulação de Mercadorias (ICMS) até 2032 e para o desenvolvimento regional, além da unificação da legislação dos novos tributos.
A diferença desta proposta em relação às anteriores, por exemplo, é a do IBS e da CBS para uma cesta básica nacional de produtos a serem definidos em lei complementar.
O texto garante ainda que vários setores contarão com redução de alíquotas em 60% ou 100%, também conforme definido em lei.
Na relação de setores beneficiados pela isenção estão serviços de educação, saúde, medicamentos e cultura, produtos agropecuários e transporte coletivo de passageiros.
Há mais de três décadas, a reforma tributária é discutida na Câmara dos Deputados.
Aprovada na Câmara dos Deputados, agora a Reforma Tributária segue para votação no Senado Federal.
Segundo o texto, uma lei complementar criará o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), para englobar o ICMS e o ISS, e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) para substituir o PIS, o PIS-Importação, a Cofins e a Cofins-Importação.
O Senado deve apreciar o texto a partir de agosto.
Com a aprovação das duas Casas, as mudanças no sistema de tributação do país poderão ser promulgadas ainda neste ano.