A entrevista do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, a jornalistas no Palácio do Itamaraty, em Brasília, terminou com agressões a profissionais de imprensa na 3ª feira (30.mai.2023).
Uma falha na organização na saída dos chefes de Estado da América do Sul fez com que a separação da área de profissionais de veículos de mídia fosse derrubada. Teve início um empurra-empurra ao redor do líder venezuelano.
Em nota, o Ministério das Relações Exteriores lamentou as agressões e afirmou que trabalhará para apurar quem são os responsáveis e tomar providências.
A SECOM (Secretaria de Comunicação Social) também emitiu um comunicado e repudiou qualquer agressão e se solidarizou com a repórter da TV Globo, Delis Ortiz, que levou um soco no peito de um segurança, mas passa bem, segundo a emissora.
A ABERT (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão) divulgou nota de repúdio às agressões: “É injustificável e inaceitável que em um governo democrático como no Brasil, seguranças agridam a imprensa, a exemplo do que habitualmente acontece na Venezuela”.
O presidente da República Bolivariana da Venezuela, Nicolás Maduro Moros, 60 anos, comanda um regime autocrático e sem garantias de liberdades fundamentais. Ele mantém, por exemplo, pessoas presas pelo que considera “crimes políticos”.
Há também restrições descritas em relatórios da OEA (sobre a “nomeação ilegítima” do Conselho Nacional Eleitoral por uma Assembleia Nacional ilegítima) e da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (de outubro de 2022, de novembro de 2022 e de março de 2023).
Veja o momento da confusão: