O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reuniu ministros e líderes do governo em um churrasco que pegou muito mal realizado na noite da última sexta-feira (26), no Palácio do Alvorada, residência oficial da presidência da República, em Brasília. Cerca de 30 pessoas participaram da confraternização, segundo o jornal O Globo.
Teriam sido discutidos no evento os primeiros meses do terceiro governo Lula e as derrotas sofridas pelo Planalto nas últimas semanas, como o esvaziamento dos ministérios da área ambiental.
Também foram ao jantar, que se estendeu das 19h30 até depois da meia-noite de sábado (27), os ministros Margareth Menezes (Cultura), Flávio Dino (Justiça), Anielle Franco (Igualdade Racial), Alexandre Padilha (Relações Institucionais), Rui Costa (Casa Civil), Luiz Marinho (Trabalho) e Paulo Pimenta (Comunicação Social).
Apenas os parlamentares que ocupam cargos de liderança estiveram no churrasco: Randolfe Rodrigues (Congresso), Jaques Wagner (Senado), e José Guimarães (Câmara).
Entre os componentes do Supremo Tribunal Federal (STF), foram convidados Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, assim como Ricardo Lewandoviski, ex-ministro da Suprema Corte.
O que chamou a atenção dos presentes foi a restrição do uso de celulares no evento - os aparelhos teriam sido recolhidos logo na entrada do churrasco.
O ex-ministro do Meio Ambiente no governo de Jair Bolsonaro (PL) e deputado federal pelo PL, Ricardo Salles, ironizou a realização do churrasco.
Em sua conta no Twitter, Salles chamou a confraternização de “boa notícia”.
“Começou efetivamente a distribuição de picanha com dinheiro público, mas por enquanto, só para ministros em churrasco no Alvorada! Além da picanha, tinha espeto corrido de Marina e Guajajara”, escreveu.